Senador Fernando Collor sugere medidas para superar crise e pede serenidade na análise de impeachment de Dilma Rousseff

O senador Fernando Collor (PTC-AL) comparou, nesta segunda-feira (18/04/2016), a situação da presidente da República, Dilma Rousseff, cuja admissibilidade do processo de impeachment foi aceita pela Câmara dos Deputados, com a que viveu em 1992, quando ele próprio foi afastado da Presidência. Collor também elencou medidas que a seu ver podem ajudar o Brasil a superar e desenvolver-se. As propostas estão no documento Brasil, diretrizes para um plano de reconstrução, anunciou.

Collor pediu serenidade e moderação aos demais senadores, ressaltando que sua situação é singular, já que é o único ex-presidente a ocupar um mandato eletivo, e é também o único a ter passado por um processo de impeachment até o fim. Nessa condição, está sujeito a ter que votar o impeachment de Dilma.

O senador disse sentir profunda apreensão e pesar. Pesar, pela possibilidade de participar do julgamento de um governo cujos principais atores e partidos protagonizaram o seu impeachment em 1992. Apreensão, por causa das dificuldades enfrentadas pelo país que, a seu ver, só vão ser revertidas após a superação da crise política.

— Este será um período que exigirá de todos nós, senadores principalmente, muito equilíbrio nos atos, muita moderação nos debates e uma plena consciência na responsabilidade que temos para com o Brasil.  Seja qual foi o resultado do atual processo de impeachment, precisamos começar a pensar o futuro. O estado brasileiro precisará ser reconstruído; o governo, qualquer que seja, terá que se reinventar. A população não mais concordará com improvisos.

Ao analisar o quadro, Fernando Collor ressaltou que a situação econômica do Brasil de hoje é extremamente grave. Para o senador, o que o país vive é o aprofundamento de um processo de desgaste político que chegou a seu ápice na forma de aguda crise gestada ainda no primeiro mandato de Dilma.

Ele afirmou que, há muito, procurou alertar o governo para a falta de sincronia, de receptividade e de diálogo do Executivo com o Legislativo e com o país. No entanto, não foi ouvido. Como resultado desse processo, o Brasil teve uma década perdida e vai precisar de muito tempo para se recuperar  e resgatar tudo de positivo que havia alcançado desde a redemocratização, avaliou o senador.

Para ajudar no processo de recuperação e de retomada do desenvolvimento econômico e social, Collor apresentou o documento Brasil, diretrizes para um plano de reconstrução. Entre as medidas, estão a reforma política e a adoção do sistema parlamentar; mudanças no papel do Estado, que, em sua avaliação, deve ser menor, mais ágil, bem formado, flexível e menos burocrático. Ajuste fiscal; reestruturação competitiva da economia e combate à pobreza também constam nas medidas sugeridas pelo senador.

*Com informações da Agência Senado.


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