

Diretor da Instituição para o Brasil afirmou que país terá de fazer escolhas para favorecer os mais pobres; Martin Raiser disse que isso “exige instituições e processos orçamentários mais fortes”.
O Banco Mundial apresentou no dia 17 de maio de 2016, em Brasília, um novo estudo sobre os desafios que o Brasil terá de enfrentar para voltar a crescer sem perder conquistas sociais.
O Diagnóstico Sistemático de País, ou SCD, na sigla em inglês, avalia os fatores que impulsionaram o desenvolvimento nos últimos anos, especialmente dos brasileiros mais pobres. Também examina os principais entraves ao crescimento, como um primeiro passo para tentar resolvê-los.
Instituições Fortes
O diretor do Banco Mundial para o Brasil, Martin Raiser, fala das escolhas que o país precisará fazer para favorecer os mais pobres e ganhar competitividade.
“Uma escolha importante que o país terá de fazer tem a ver com eficiência nos gastos e no uso dos bens públicos. Isso requer instituições e processos orçamentários mais fortes”.
Uma das principais questões analisadas pelo relatório é a baixa produtividade da economia brasileira.
Entre 2003 e 2014, enquanto o salário mínimo cresceu em média 68%, a produtividade por trabalhador subiu 21%.
Por trás dessa diferença, estão um sistema tributário complexo e problemas na infraestrutura, entre outros, resultando em níveis baixos de investimento público e privado.
Momento Difícil
O estudo também aponta que, apesar do momento difícil na economia, o Brasil pode manter suas políticas de redução da pobreza e da desigualdade.
Segundo o documento, elas de fato alcançam os mais pobres e custam relativamente pouco: em 2014, os programas de proteção social corresponderam a menos de 5% dos gastos totais do governo.
Agora, para avançar nesse setor, será necessário melhorar a qualidade de serviços como saúde e educação.
Finalmente, o documento reconhece a importância do Brasil no enfrentamento das mudanças climáticas e na redução do desmatamento. O país evoluiu, por exemplo, na agricultura com baixa emissão de carbono.
No entanto, para promover um desenvolvimento verde e inclusivo, ainda precisa avançar nas questões do gerenciamento de terras e de recursos hídricos. E também em temas urbanos, como o crescimento desordenado, o gerenciamento de riscos de desastres e a poluição.
Baixe
Estratégia de parceria entre o Brasil e o Banco Mundial para o período de 2012 a 2015
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