
A experiência de vida de Claudio Vieira de Oliveira já rendeu palestras e entrevistas e serviu de exemplo Brasil afora, como testemunho de vencer barreiras. Agora, a sua biografia virou livro. Com o sugestivo título “O mundo está ao contrário”, a obra do escritor graduado em Ciências Contábeis pela FTC Feira de Santana e portador de rara deficiência foi lançado nesta quarta-feira (11/05/2016), no Museu de Arte de São Paulo (MASP).
No livro, cujo lançamento contou com a exposição de fotos do fotógrafo japonês Yasuyoshi Chiba, Claudio Vieira divide com as pessoas a própria história, como faz nas palestras que ministra. Portador de uma doença rara – Artrogripose Múltipla Congênita (AMC) – ele fala de superação e perseverança, mas sem autocompaixão. Por conta da deficiência, tem a cabeça virada para baixo, as pernas atrofiadas e os braços sem movimento.
Diz sempre que gosta de viver e por isso busca fazer no dia a dia fazer o que todas as pessoas fazem, dentre as quais ler, escrever – com a boca! – e assistir TV, desde programas educativos e telejornais a novelas. “Ao longo de minha vida aprendi a adaptar o meu corpo ao mundo”, afirmou em entrevista ao jornal britânico Daily Mail, que contou a sua história. Como palestrante, esteve em cidades da Europa e dos Estados Unidos.
Claudio Vieira traz na bagagem um dado interessante: conheceu dois papas em suas andanças. O primeiro foi o Papa João Paulo II, na Itália, no ano 2000, de quem recebeu um rosário, que guarda até hoje. “Ele me abraçou, me beijou na testa e me abençoou”, contou ao jornal Folha de São Paulo. Em 2014, esteve com o Papa Francisco, no Rio de Janeiro. As bênçãos, disse, fortaleceram sua vida pessoal e profissional.
No ano passado pesquisadores da Universidade de Havard (EUA) e de Brunel (Londres), esteve na cidade natal do escritor para examiná-lo e ainda em 2015 uma equipe de médicos da Filadélfia chegaram a propor uma cirurgia corretiva, com chances inferiores a 10% de corrigir o seu pescoço. Aos 40 anos de idade, Claudio recusou, temendo ficar ainda mais dependente, “sem poder viajar, sair com amigos, conhecer pessoas”.
Na FTC, onde se formou e criou vínculos, Claudio não encontrou dificuldades, ao contrário do que esperava. “Desde o começo sempre tive um bom convívio com os professores e com os colegas”, declarou certa feita o então estudante nascido na cidade de Monte Santo, interior da Bahia. Mas o novo nunca o assustou, pois sempre entendeu as dificuldades como estímulo para seguir em frente, “sempre com os pés no chão”.
O livro “O mundo está ao contrário” foi lançado pela Bella Editora e pode ser encontrado nas livrarias da Folha, saraiva e Cultura.
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