Forte recessão do Brasil é destaque em relatório do FMI

Vista aérea de Brasília, ao lado esquerdo o edifício-sede do Banco Central. Contração no crescimento do país é de 3,8% segundo órgão, citando problemas econômicos e políticos; no balanço geral, a projeção para América Latina e Caribe é de redução de 0.5% na economia neste ano.
Vista aérea de Brasília, ao lado esquerdo o edifício-sede do Banco Central. Contração no crescimento do país é de 3,8% segundo órgão, citando problemas econômicos e políticos; no balanço geral, a projeção para América Latina e Caribe é de redução de 0.5% na economia neste ano.

O Fundo Monetário Internacional, FMI, divulgou esta quarta-feira uma previsão atualizada sobre a economia na América Latina e no Caribe. A estimativa para o ano é de contração de 0,5%, marcando dois anos de crescimento negativo na região.

Essa retração consecutiva está ocorrendo pela primeira vez desde a crise de débito da América Latina de 1982-1983. Entretanto, o FMI avalia que várias economias da região continuam em crescimento, ainda que de forma moderada.

Brasil

Este não é o caso do Brasil: o FMI cita a “profunda recessão com redução de 3,8% no crescimento, a mesma taxa de 2015, devido a problemas econômicos e políticos”.

Se a situação no país piorar, o órgão acredita que a demanda por exportações será reduzida e haverá aumento da percepção de risco.

A contração na Argentina deve ser de 1%, enquanto na Venezuela o índice deve chegar a 8%. Já a economia do Chile deve crescer 1,5% neste ano, reflexo de menores investimentos no setor da mineração.

Influência da China

Sobre o México, o FMI prevê crescimento moderado de 2,4%. Os países da América Central estão se beneficiando dos baixos preços do petróleo e do sólido crescimento dos Estados Unidos, por isso a projeção de crescimento de mais de 4% para a região.

O FMI também tem boas previsões para países do Caribe, que continuam se favorecendo da indústria do turismo. O relatório destaca que a América Latina continua muito vulnerável à desaceleração da China, destino de 15% a 25% das exportações do Brasil, Chile, Peru, Uruguai e Venezuela.

*Com informação da Radio ONU.


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