
O vereador Hilton Coelho (PSOL) acusa o presidente da Câmara Municipal, vereador Paulo Câmara (PSDB), “de agir de forma autoritária e atacando a democracia que deve prevalecer no debate do Legislativo. Todas as manobras foram usadas para impedir o livre debate e isso não podemos aceitar”, disse.
Hilton Coelho acrescenta que “está sendo votado hoje [13/06/2016] o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de Salvador. No melhor estilo carlista de ser, o prefeito ACM Neto manipulou a sua base na Casa para que o PDDU fosse votado às pressas nesta segunda feira (13/06/2016). Não é verdade que há um processo transparente e participativo. Acusamos que há um golpe em curso para aprovação de um PDDU da exclusão social”.
Hilton Coelho critica com veemência a forma detalhista que o PDDU apresentado trata dos interesses das grandes empresas imobiliárias. Para as questões sociais há apenas generalidades. Não sem motivo, o super-relator do PDDU, vereador Léo Prates (DEM), acatou sem questionamentos as emendas, os pacotes enviados pela Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia (Sinduscon-BA) e pela Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA). Para a maioria da população, este PDDU que será aprovado aqui é um retrocesso”.
O legislador avalia que “para as representações do setor da construção, incorporação de empreendimentos imobiliários tudo foi dado. Para os setores populares houve falta de democracia, opressão e exclusão. É um projeto errado desde a origem. Audiências públicas esvaziadas, atropelou o regimento interno da Casa, entregou para uma empresa de São Paulo os chamados ‘estudos técnicos’ que não se deu ao trabalho de adaptar um relatório existente à realidade de Salvador. Denunciamos a farsa que hoje (13) se votou na Casa. Luta copntinua goras nas ruas contra o autoritarismo, finaliza Hilton Coelho.










