A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje (06/07/2016) mais uma operação sobre desvios de empreiteiras nas obras da Usina Nuclear de Angra 3, no município de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. A unidade é gerida pela Eletronuclear, uma das subsidiarias da Eletrobras.Um dos alvos é o ex-presidente da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro da Silva. Ele deixou o cargo no ano passado após ser citado em delações da Lava Jato e chegou a ser preso preventivamente, acusado de receber propinas de até R$ 4,5 milhões. Othon depois teve concedida prisão domiciliar.
A Operação Pripyat, um desdobramento da 16ª fase da Lava Jato, investiga a atuação de um “clube de empreiteiras” no pagamento de proprinas ligadas às obras da usina. Segundo a PF, seis funcionários da empresa são alvo de prisão preventiva.
Cerca de 130 policiais cumprem também outros três mandados de prisão temporária e nove de condução coercitiva, além de 26 mandados de busca e apreensão. A ordens judiciais são cumpridas no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul.
Os crimes investigados são de corrupção, peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Pripyat é o nome do município que foi arrasado pelo desastre da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, e hoje é uma cidade fantasma.
Operação Pripyat
A Polícia Federal cumpre na quarta-feira (06/07/2016) seis mandados de prisão preventiva, três de prisão temporária, nove de condução coercitiva – quando a pessoa é levada para prestar depoimento – e 26 mandados de busca e apreensão.
As ações fazem parte da Operação Pripyat, que é um desmembramento da Lava Jato, da fase chamada Radioatividade.
A nova operação pretende desarticular uma organização criminosa que atuava na Eletronuclear. Inclusive, os seis mandados de prisão preventiva atingem funcionários da empresa e o atual diretor, afastado por ordem judicial.
A operação é cumprida no estado do Rio de Janeiro e em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul.
As investigações indicam que um grupo de empreiteiras teria desviado recursos da Eletronuclear, principalmente o dinheiro destinado às obras da Usina Nuclear de Angra 3.
A Operação Pripyat apura os crimes de corrupção, organização criminosa, lavagem de dinheiro e peculato, que é o crime praticado por funcionário público contra a administração pública.
O nome da operação faz referência à cidade da Ucrania que se tornou uma espécie de cidade fantasma, após o acidente nucelar em Chernobyl.
*Com informação da Agência Brasil.










