Senadora Ana Amélia diz que ida de Dilma Rousseff ao Senado mostra que não há golpe; senadora esquece do julgamento de Olga Be­nário pelo STF

Senadora Ana Amélia faz pergunta à presidenta afastada Dilma Rousseff.
Senadora Ana Amélia faz pergunta à presidenta afastada Dilma Rousseff.
Senadora Ana Amélia faz pergunta à presidenta afastada Dilma Rousseff.
Senadora Ana Amélia faz pergunta à presidenta afastada Dilma Rousseff.

Após a defesa de Dilma Rousseff, a primeira a falar a favor do impeachment foi a senadora Ana Amélia (PP-RS). Ela disse que, por mais dolorosa que seja, a função de julgamento irá cumprir sua obrigação e criticou a classificação feita por petistas de que o processo é um golpe. Segundo ela, foram praticados crimes fiscais que têm as digitais de Dilma e a intenção eleitoral.

Segundo a senadora do Rio Grande do Sul, que já esteve na base aliada do governo durante o primeiro mandato de Dilma, a presidente afastada foi autora do “descontrole fiscal” vivido pelo país. Ela ainda afirmou que todos os direitos de defesa foram assegurados a Dilma pela Justiça e que sua presença no Senado legitima o fato de não se tratar de um golpe.

Ao rebater as observações, a presidenta afastada falou da diferença daquilo que classifica golpe hoje para o golpe militar de 1964. “Não podemos achar que a mesma análise que se faz para o golpe de Estado, baseado na intervenção militar, é a mesma para o que toda a literatura política chama de golpe de Estado parlamentar. No golpe militar, é como se derrubássemos uma árvore, derrubando o governo e o regime democrático”, afirmou.

Dilma destacou que no golpe parlamentar – do qual ela diz ser alvo – um presidente eleito pelo voto direto é retirado do cargo por razões frágeis. “É como se a árvore não fosse derrubada, mas sofresse intenso ataque de fungos, por exemplo”, disse Dilma.

A presidente afastada afirmou que a única forma de combater um “golpe parlamentar” é abrir um diálogo. “Porque eu quero que a democracia no meu país saia ilesa desse processo”, respondeu Dilma. “Não basta o rito correto. Há que se ter um conteúdo justo. Não basta a forma, senadora.” “Aqueles que não gostam que o nome seja golpe querem encobrir um fato”, criticou.

Julgamento de Olga Benário

Um julgamento que é considerado erro judiciário histórico é o do habeas corpus 26155, através do qual a alemã e judia Olga Be­nário, então mulher do militante político Luiz Carlos Prestes, pedia indulto para não ser extraditada para a Alemanha. O STF negou o pedido e da defesa de Olga, e ela foi executada no campo nazista de Bernhung, em 1942.

O julgamento foi uma violação aos direitos fundamentais de Olga Be­nário e evidenciou o servilismo do judiciários brasileiro ao totalitarismo de Adolf Hitler.

*Com informação da Agência Brasil.


Discover more from rnal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Discover more from rnal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.