
Após a defesa de Dilma Rousseff, a primeira a falar a favor do impeachment foi a senadora Ana Amélia (PP-RS). Ela disse que, por mais dolorosa que seja, a função de julgamento irá cumprir sua obrigação e criticou a classificação feita por petistas de que o processo é um golpe. Segundo ela, foram praticados crimes fiscais que têm as digitais de Dilma e a intenção eleitoral.
Segundo a senadora do Rio Grande do Sul, que já esteve na base aliada do governo durante o primeiro mandato de Dilma, a presidente afastada foi autora do “descontrole fiscal” vivido pelo país. Ela ainda afirmou que todos os direitos de defesa foram assegurados a Dilma pela Justiça e que sua presença no Senado legitima o fato de não se tratar de um golpe.
Ao rebater as observações, a presidenta afastada falou da diferença daquilo que classifica golpe hoje para o golpe militar de 1964. “Não podemos achar que a mesma análise que se faz para o golpe de Estado, baseado na intervenção militar, é a mesma para o que toda a literatura política chama de golpe de Estado parlamentar. No golpe militar, é como se derrubássemos uma árvore, derrubando o governo e o regime democrático”, afirmou.
Dilma destacou que no golpe parlamentar – do qual ela diz ser alvo – um presidente eleito pelo voto direto é retirado do cargo por razões frágeis. “É como se a árvore não fosse derrubada, mas sofresse intenso ataque de fungos, por exemplo”, disse Dilma.
A presidente afastada afirmou que a única forma de combater um “golpe parlamentar” é abrir um diálogo. “Porque eu quero que a democracia no meu país saia ilesa desse processo”, respondeu Dilma. “Não basta o rito correto. Há que se ter um conteúdo justo. Não basta a forma, senadora.” “Aqueles que não gostam que o nome seja golpe querem encobrir um fato”, criticou.
Julgamento de Olga Benário
Um julgamento que é considerado erro judiciário histórico é o do habeas corpus 26155, através do qual a alemã e judia Olga Benário, então mulher do militante político Luiz Carlos Prestes, pedia indulto para não ser extraditada para a Alemanha. O STF negou o pedido e da defesa de Olga, e ela foi executada no campo nazista de Bernhung, em 1942.
O julgamento foi uma violação aos direitos fundamentais de Olga Benário e evidenciou o servilismo do judiciários brasileiro ao totalitarismo de Adolf Hitler.
*Com informação da Agência Brasil.
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