Edição 2016 do Encontro de Economia Baiana começa com reflexões sobre crise econômica

XII Encontro de Economia Baiana debate 'Crise Econômica – Interpretações e desafios à retomada do crescimento sustentável'.
XII Encontro de Economia Baiana debate 'Crise Econômica – Interpretações e desafios à retomada do crescimento sustentável'.
XII Encontro de Economia Baiana debate 'Crise Econômica – Interpretações e desafios à retomada do crescimento sustentável'.
XII Encontro de Economia Baiana debate ‘Crise Econômica – Interpretações e desafios à retomada do crescimento sustentável’.

A décima segunda edição do Encontro de Economia Baiana teve início na manhã desta quinta (22/09/2016). Com o tema ‘Crise Econômica – Interpretações e desafios à retomada do crescimento sustentável’, o Encontro realizou uma mesa de abertura com representantes do estado, indústria, academia e comércio baiano. Na ocasião, que contou também com apresentação do Coral Desenbahia, estiveram presentes Gustavo Pessoti, diretor de Indicadores e Estatística da SEI, representando a diretora-geral Eliana Boaventura, o presidente em exercício do Sistema Fecomércio, Kelson Fernandes, o diretor-presidente da Bahiagás, Luiz Gavazza, Henrique Tomé Costa Mata, coordenador de pós-graduação em Economia da UFBA, Otto Alencar Filho, presidente da Desenbahia, Antônio Valença, coordenador de Projetos Especiais da Seplan, representando o secretário do Planejamento João Leão, Ricardo Alban, presidente da FIEB e Vitor Lopes, presidente do Corecon – Bahia.

Kelson Fernandes (Fecomércio) iniciou as falas apontando a importância de se discutir a crise econômica nacional, como modo de avaliar e propor soluções para a economia. O diretor-presidente da Bahiagás, Luiz Gavazza, elogiou o Encontro em seus doze anos de realização. “Este é um fórum que já se consolidou como um espaço de debate real, com participação da academia, do mercado e do público e com ideias que certamente farão avançar a economia da Bahia”, comentou Gavazza. Henrique Thomé (UFBA) ressaltou a relevância da presença da universidade nas discussões que também contam com participação do mercado e do setor público: “O Encontro permite dar visibilidade àquilo que fazemos na universidade. Ele permite ao mesmo tempo debater temas importantes para o desenvolvimento do estado e também o desenvolvimento da pesquisa na Bahia”. A relação entre academia e mercado foi lembrada também por Ricardo Alban (FIEB), que reiterou a necessidade de haver mais pesquisadores utilizando o produto de seus estudos nos mais diversos setores da economia baiana. Já Vitor Lopes (Corecon) lembrou das primeiras edições do Encontro e também do Fórum de Tendências, fórum empresarial realizado na décima edição do evento. “Fico feliz de ver o Encontro a doze anos sendo produzido, e é importante mantê-lo acontecendo”.

Antônio Valença (Seplan) e Gustavo Pessoti (SEI), comentaram as atuações da Secretaria do Planejamento e da Superintendência na fomentação e realização de políticas públicas. Valença mencionou a Agenda de Desenvolvimento, ação da Seplan, e finalizou: “ O foco atual da Seplan continua sendo a descentralização do desenvolvimento e das atividades econômicas no estado”. Pessoti reforçou a importância da SEI como fornecedora de informações para os mais diversos setores da economia e para as variadas secretarias e órgãos do estado. “A Sei tem um papel forte dentro do estado. Onde a economia está, a Sei tem tentado estar presente, funcionando como uma fonte de informações para subsidiar políticas públicas na Bahia”, avaliou. O economista, ex-presidente do Corecon, também realizou uma breve na análise da situação econômica: “Não há como pensar retomada de crescimento somente em curto prazo. É preciso pensar ações que influenciem no desenvolvimento a longo prazo, pois é necessário refletir acerca de ações que estimulem, por exemplo, o mercado a voltar a contratar”.

Quem também teve uma fala voltada para a análise da conjuntura econômica atual foi o presidente da Desenbahia, Otto Alencar Filho, que também encerrou a mesa. Alencar levantou a necessidade de uma ação contínua nos variados setores da economia para a superação da crise. O presidente da Desenbahia também reforçou a necessidade de eventos como o EEB: “As discussões de eventos como o Encontro são muito importantes para o desenvolvimento da Bahia, pois delas surgem novas iniciativas e reflexões úteis para as próximas ações”. A manhã encerrou-se com a apresentação da palestra do economista Eduardo Costa (UFRJ), com o tema título do Encontro de 2016. O economista realizou um apanhado da economia brasileira até 2016, apontando acertos e falhas nas políticas econômicas executadas no país. “Temos uma crise em várias instâncias. Entender a crise econômica implica em múltiplas análises”, comentou Costa. O Encontro segue com apresentações de mesas acerca de rendimento, mercado de trabalho, indústria e setor público, entre outras temáticas.

O XII EEB continua até sexta (23), com apresentações das 8h30 até o meio dia. A tarde de sexta contará com uma mesa redonda sobre a crise e a economia baiana, com a participação de Reinaldo Sampaio, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia e da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado e do economista Oswaldo Guerra (UFBA), com mediação de Vitor Lopes. O encerramento se dará com uma palestra de Marco Aurélio Crocco, do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, abordando financiamento do desenvolvimento. Na sequência, a SEI e a Desenbahia lançam novas publicações.


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