Para deputado Arthur Maia, proibir a vaquejada é discriminação

Vaqueiros em frente ao Congresso Nacional. Vaquejada é um dos elementos culturais que demarcam a atividade do vaqueiro.
Vaqueiros em frente ao Congresso Nacional. Vaquejada é um dos elementos culturais que demarcam a atividade do vaqueiro.

Durante audiência pública realizada hoje na Comissão do Esporte, na Câmara dos Deputados, através de  iniciativa do deputado federal Arthur Maia (PPS/BA), para debater a importância da vaquejada, sua evolução e crescimento econômico, o parlamentar afirmou que esse esporte é uma das maiores manifestações culturais do Nordeste.  Segundo ele a vaquejada está sendo discriminada e declarada ilegal porque é um esporte do povo no entanto outras práticas são permitidas.

” Numa  prova de turfe os cavalos são chicoteados para correrem no limite extremo das suas forças por 2.100 metros; em provas de hipismo o cavalo é obrigado a saltar uma dezena de obstáculos de 1,60 metro de altura, numa movimentação totalmente estranha à sua natureza, lesionando tendões e boletos, pois cavalos não saltam em estado normal; em provas de pólo é comum cavalos morrerem por excesso de fadiga  – no campeonato mundial de pólo, realizado recentemente na Argentina, dois cavalos morreram de infarto durante as provas- ; animal silvestre ser condenado ao confinamento perpétuo em um cubículo de grades do zoológico não é maus tratos?” questionou Maia.  “Vamos então proibir todas as práticas aqui listadas. O que não dá para aceitar é a discriminação”, afirmou ele.

 No início do mês, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela inconstitucionalidade da Lei nº 15.299/2013, que regulamenta a vaquejada no Ceará, o que pode atingir os demais estados e o Distrito Federal. Hoje em Brasília mais de  3 mil pessoas estiveram se manifestando contra essa proibição numa mobilização nacional que reuniu  entidades e amantes ligados ao esporte. A vaquejada movimenta R$ 700 milhões e cresce 20% ao ano. A prática provê mais de 700 mil empregos diretos e indiretos. Portanto, não é só a ‘festa’ em si, mas leilões, venda de animais, geração de empregos, mesmo que temporários, e também atuação de profissionais ligados à produção animal. De acordo com a Associação Brasileira de Vaquejadas (ABVAQ), são 3 milhões de adeptos dessa prática esportiva e mais de 4 mil provas por ano.


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