Senadora Lídice da Mata critica postura do governo Temer em relação à Empresa Brasileira de Comunicação

Lídice da Mata: Agora há condenações: o jornalista A é filiado a tal partido, o artista B é filiado ao partido tal. Isso é típico de regimes ditatoriais. É uma situação que o Brasil e o mundo conheceram nas décadas de 40 a 60.
Lídice da Mata: Agora há condenações: o jornalista A é filiado a tal partido, o artista B é filiado ao partido tal. Isso é típico de regimes ditatoriais. É uma situação que o Brasil e o mundo conheceram nas décadas de 40 a 60.
 Lídice da Mata: Agora há condenações: o jornalista A é filiado a tal partido, o artista B é filiado ao partido tal. Isso é típico de regimes ditatoriais. É uma situação que o Brasil e o mundo conheceram nas décadas de 40 a 60.
Lídice da Mata: Agora há condenações: o jornalista A é filiado a tal partido, o artista B é filiado ao partido tal. Isso é típico de regimes ditatoriais. É uma situação que o Brasil e o mundo conheceram nas décadas de 40 a 60.

A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) criticou nesta quinta-feira (23/11/2016) o posicionamento do atual presidente da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), Laerte Rímoli, em relação ao futuro das políticas públicas de comunicação e também à exposição que ele fez de profissionais e ex-dirigentes da estatal.

A parlamentar se disse assustada com o nível de discussão proposto por Rímoli, durante reunião na comissão mista que avalia a Medida Provisória (MP) 744/2016, que altera a estrutura da EBC. “Eu sabia que ia ter uma audiência pública para discutir a política de implantação da EBC no País, em cuja época da criação da TV Brasil houve um intenso debate político para que o Brasil pudesse ter um canal estatal de TV. No entanto, o que eu vi foi um verdadeiro processo de censura e de discursos de ódio e perseguição, identificando pessoas, salários de jornalistas, assumindo uma atribuição que é do Sindicato dos Jornalistas ou da Federação Nacional (Fenaj), organismos que estão fragilizados diante da situação da comunicação no País”, disse a parlamentar baiana.

Lídice lembra que embora diversos países do mundo, desenvolvidos e capitalistas, tenham empresas estatais de comunicação, a exemplo da britânica BBC, Rimoli busca demonizar a TV Brasil e tenta desqualificar profissionais e ex-colaboradores. “Agora há condenações: o jornalista A é filiado a tal partido, o artista B é filiado ao partido tal. Isso é típico de regimes ditatoriais. É uma situação que o Brasil e o mundo conheceram nas décadas de 40 a 60. É fruto do ideário do ódio, do mundo que viveu o fascismo e que, nos Estados Unidos, se estendeu para o macartismo. E essa política aqui no Brasil está presente no discurso do ódio e da perseguição em se apontar pessoas pelo partido a que elas estão filiadas ou o tipo de pensamento que têm. Tempos difíceis que colocarão nossa luta à prova e testarão nossa capacidade de resistir”, finalizou.

A Medida Provisória extinguiu o Conselho Curador da EBC e deu poder ao Presidente da República para destituir o presidente da estatal. De acordo com o cronograma da comissão, além do debate de hoje deve haver nova rodada de discussão na próxima terça-feira (29/11), com representantes da EBC, e uma terceira etapa no dia 30, com a presença do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. A previsão é de que a matéria seja votada na Comissão no dia 6 de dezembro. Depois, a MP deve seguir para análise no Plenário da Câmara dos Deputados, com possibilidade de ser votada em 13 de dezembro. Já no Senado, a votação deverá ocorrer na primeira semana de fevereiro.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.