Associação faz manifestação contra fechamento dos Hospitais Psiquiátricos da Bahia

Manifestação da AFATOM Bahia.
Manifestação da AFATOM Bahia.
Manifestação da AFATOM Bahia.
Manifestação da AFATOM Bahia.

Ocorreu pela manhã deste domingo (05/02/2017), no Farol da Barra, em Salvador, a primeira manifestação pública da Associação de Apoio a Familiares, Amigos e Pessoas Portadoras de Transtornos Mentais da Bahia (AFATOM Bahia) contra o fechamento dos hospitais psiquiátricos da Bahia.

O evento contou com a participação de alguns psiquiatras da rede pública; que atende diretamente os pacientes com transtornos mentais do SUS, além de familiares, amigos, profissionais da área de saúde e voluntários que estão sensibilizados com a causa.

Rejane de Oliveira Santos, presidente da associação, entende que há uma necessidade de uma rede de serviço que atenda com qualidade esses pacientes, porém não é o que de fato ocorre na Bahia. “Infelizmente a reforma psiquiátrica na Bahia e no Brasil não ocorre de forma responsável. A desassistência é grande frente à extinção dos leitos dos Hospitais Psiquiátricos como Sanatório Bahia, Santa Mônica, São Paulo”, afirma.

Ela explica que existem portarias que vão de encontro a Lei 10.216/2001 quando se aborda sobre as internações voluntárias, involuntária e compulsória. A nível nacional os hospitais psiquiátricos não existem mais para o Ministério da Saúde devido a existência dessas portarias.

“Queremos que a verdadeira lei da Reforma Psiquiátrica seja implantada, pois as portarias negam a Constituição Federal e a Lei 10216 /2001 no que tange o acesso às internações com dignidade no momento dos surtos. As portarias vão causar desassistência ainda maior para população baiana. O que está acontecendo atualmente é o fechamento na capital dos principais hospitais que atendem a crescente demanda emergencial de portadores de transtornos mentais como o Mário Leal, Juliano Moreira e o Afrânio Peixoto no interior do estado Somos a favor de toda a rede de estrutura funcionando como Hospitais Dia, leitos em Hospitais Gerais, todos os CAPS com equipe multidisciplinar completar”, informa a presidente e complementa “é importante lembrar que os CAPS não substituem os hospitais psiquiátricos especializados nos momentos de surtos dos doentes”.​


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