Comércio de armas atinge maior nível desde a Guerra Fria

Demanda no Oriente Médio e na Ásia provoca aumento de exportações e importações, aponta levantamento do instituto Sipri. EUA e Rússia forneceram mais da metade dos armamentos comprados no mundo nos últimos cinco anos.

Nos últimos cinco anos, o comércio mundial de armas atingiu seu nível mais alto desde a Guerra Fria, aponta um estudo divulgado nesta segunda-feira (20/02/2017).

No período entre 2012 e 2016, o volume de comércio mundial de armas aumentou 8,4% em comparação com os anos entre 2007 e 2011, segundo levantamento do Instituto de Estudos da Paz em Estocolmo (Sipri).

Os Estados Unidos continuam sendo os maiores exportadores mundiais de armas, fornecendo 33% das armas comercializadas no exterior, seguidos pela Rússia, com 23%. Juntamente com a China (6,2%), a França (6%) e a Alemanha (5,6%), eles são responsáveis por quase 75% das exportações mundiais de armas pesadas.

O estudo mostra os Estados Unidos e a França como os principais fornecedores de armas para o Oriente Médio, enquanto Rússia e China são os maiores fornecedores da Ásia.

O principal importador foi a Índia, que tem pouca ou nenhuma produção nacional de armas e adquiriu a maior parte de suas armas da Rússia, representando 13% do total.

Em seguida vem a Arábia Saudita, que, com 8,2%, quase triplicou sua quota em relação ao período entre 2007 e 2011, segundo o estudo. Os sauditas compraram metade de suas armas dos EUA e o restante do Reino Unido e da Espanha. China, Emirados Árabes Unidos e Argélia são outros grandes importadores.

As regiões da Ásia e da Oceania foram responsáveis por 43% de todas as importações no período. O estudo aponta que Vietnã, Indonésia e Filipinas aumentaram suas importações de navios, submarinos e aviões de combate.

O Oriente Médio quase dobrou suas importações em comparação com o período entre 2007 e 2011, com uma participação de 29%.

As importações globais europeias caíram como resultado de cortes na área de defesa, totalizando 11%. As importações também estiveram, em grande parte, em declínio na América Latina, com apenas o México tendo aumentado sua demanda.

O estudo não abrange armas de pequeno porte e é baseado em uma variedade de fontes públicas, incluindo jornais e relatórios de governo e indústria.

*Com informação da DW.


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