Jornalistas brasileiros que investigavam caso Odebrecht são presos na Venezuela

Os jornalistas brasileiros Leandro Stoliar e Gilson Souza, da TV Record, foram presos por volta das 12h (horário local) de ontem (12/02/2017) no estado de Zulia, norte da Venezuela. A equipe foi detida pelo Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin), juntamente com dois ativistas venezuelanos, José Urbina e María Jose Túa.

Segundo a ONG Transparência Venezuela, os jornalistas brasileiros investigavam denúncias de suborno por parte da construtora Odebrecht no país vizinho. “Uma comissão do Sebin os deteve e os escoltou até a sede do serviço, em Maracaibo, para uma entrevista. Ao chegarem, tiveram seus telefones celulares apreendidos”, informou, por meio de nota.

Também por meio de comunicado, a Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel) informou que todo o equipamento e material jornalístico produzido pela equipe foram apreendidos e que repudia veementemente a medida adotada pelo governo venezuelano. “Tal decisão é abominável e digna apenas de regimes ditatoriais que não aceitam o livre exercício da imprensa e temem a verdade”.

“O Itamaraty já foi acionado e afirmou que a missão diplomática brasileira na Venezuela já está envolvida no caso para assegurar a libertação dos profissionais brasileiros. A Abratel acompanha a resolução do referido caso e não descansará enquanto estes profissionais não estiverem em liberdade e em pleno gozo dos seus direitos como cidadãos e profissionais”, concluiu a nota.

Jornalistas brasileiros presos na Venezuela já foram soltos, informa Itamaraty

Os dois jornalistas brasileiros da TV Record detidos ontem (11) na Venezuela já foram liberados e devem sair do país vizinho ainda hoje (12), informou o Ministério das Relações Exteriores. O horário da soltura não foi informado. O Itamaraty aguarda os profissionais deixarem o solo venezuelano para manifestar-se em nota sobre o episódio.

Os jornalistas Leandro Stoliar e Gilson Souza foram presos no sábado no estado de Zulia, no norte da Venezuela, aproximadamente às 12h do horário local. A equipe foi detida pelo Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) junto a dois ativistas venezuelanos, José Urbina e María Jose Túa. Segundo a ONG Transparência Venezuela, os jornalistas brasileiros investigavam denúncias de suborno por parte da construtora Odebrecht no país vizinho.

O Itamaraty informou que acompanha o caso desde ontem e que acionou a embaixada e o consulado brasileiros em Caracas, para auxiliar os brasileiros.

A Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel) repudiou “veementemente” a ação do governo venezuelano em nota. “Tal decisão é abominável e digna apenas de regimes ditatoriais que não aceitam o livre exercício da imprensa e temem a verdade”, afirma o comunicado. Segundo a Abratel, todo o equipamento e o material jornalístico produzido pela equipe foram apreendidos.


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