Mundo pensa ser mais intolerante e infeliz do que realmente é, aponta pesquisa Ipsos em 40 países; Brasil fica em 6º lugar

Pesquisa da Ipsos aborda perigos da percepção. Brasil é o sexto em ranking "Índice da Ignorância", sobre distorção entre percepção e realidade, atrás de Índia (1º), China (2º), Taiwan (3º), África do Sul (4º) e EUA (5º).
Pesquisa da Ipsos aborda perigos da percepção. Brasil é o sexto em ranking "Índice da Ignorância", sobre distorção entre percepção e realidade, atrás de Índia (1º), China (2º), Taiwan (3º), África do Sul (4º) e EUA (5º).
Pesquisa da Ipsos aborda perigos da percepção. Brasil é o sexto em ranking "Índice da Ignorância", sobre distorção entre percepção e realidade, atrás de Índia (1º), China (2º), Taiwan (3º), África do Sul (4º) e EUA (5º).
Pesquisa da Ipsos aborda perigos da percepção. Brasil é o sexto em ranking “Índice da Ignorância”, sobre distorção entre percepção e realidade, atrás de Índia (1º), China (2º), Taiwan (3º), África do Sul (4º) e EUA (5º).

Para entender o quanto a pessoas conhecem da realidade social em que estão inseridas, a Ipsos entrevistou 27,5 mil pessoas em 40 países, incluindo o Brasil, entre 22 de setembro e 6 de novembro de 2016. A pesquisa “Os Perigos da Percepção” revelou que a maioria dos países pesquisados acredita que a população muçulmana é maior do que realmente é. Além disso, acham que essa população vem crescendo num ritmo mais acelerado do que de fato vem. Todos os países pensam que sua população é menos feliz do que afirma ser. A maioria dos países aceita melhor homossexualidade, aborto e sexo antes do casamento do que imaginam. Em relação à desigualdade social, eles acham que as riquezas são menos concentradas do que realmente são.

O Brasil é o sexto país no ranking “Índice da Ignorância”, sobre distorção entre percepção e realidade, atrás de Índia (1º), China (2º), Taiwan (3º), África do Sul (4º) e EUA (5º). Holanda, Grã-Bretanha, Coreia do Sul, República Tcheca e Malásia, respectivamente, estão em outro extremo, com as opiniões mais precisas sobre os dados de seus países.

O ranking “Índice de Ignorância” é formado a partir da média computada dos resultados do estudo Ipsos – “Perigos da Percepção”. Por resultado, a empresa de pesquisa entende a diferença entre as respostas fornecidas pelos entrevistados do estudo (percepções) e os dados oficiais de cada país (realidade). Quanto maior a diferença entre percepção e realidade, pior é a classificação do país. Todas as questões têm o mesmo peso.

A pesquisa revela que há problemas sérios com percepções erradas em vários países. Na França, os entrevistados acham que 31% da população é muçulmana, quando é apenas 7,5%. E os franceses pensam que 40% de sua população será muçulmana até 2020, quando as estimativas indicam que será cerca de 8,3%. Os entrevistados brasileiros também acham que o país tem uma população mulçumana muito maior do que realmente tem. Atualmente, menos de 0,01% da população no país segue a religião de Alah, mas a percepção é de que são 12%.

Distribuição de renda também foi um tema que mostrou grande divergência entre percepção e realidade. Na Índia, os respondentes pensam que 70% dos mais pobres possuem 39% da riqueza nacional, quando, na verdade, possuem apenas 10%. Os americanos acham que os 70% mais pobres possuem 28% da riqueza do país, quando é, na realidade, ainda menor do que a Índia, com apenas 7%. Os brasileiros, por sua vez, acham que os 70% mais pobres possuem 24% da riqueza do país, mas na realidade só possuem 9%.

“Uma leitura geral da pesquisa mostra um mundo (e particularmente o ocidental) mais cheio de medo e intolerância do que é justificado pelas realidades. É muito 2016. A pesquisa também reforça o porquê de “pós-verdade” ser a palavra do ano. A pós-verdade é definida por Oxford Dictionaries como circunstâncias em que fatos objetivos são menos influentes na formação da opinião pública do que apelos à emoção e crença pessoal. E esta é exatamente a explicação para muitos dos padrões que vemos em nosso estudo”, analisa Bobby Duffy, diretor da Ipsos Mori, unidade da Ipsos no Reino Unido e responsável pelo levantamento “Perigos da Percepção”.

A pesquisa mostrou que as pessoas pensam que a população de seus países são mais infelizes e intolerantes à diferença do que realmente relatam. Em média, os entrevistados responderam que apenas 40% dos brasileiros estão felizes, mas o número correto é 92%. Em todos os países, o resultado foi discrepante. A maior diferença foi na Coreia do Sul, onde os respondentes pensam que 24% é feliz, quando o número é 90%. A menor, no Canadá, onde pensam que 60% da população é feliz, quando, na verdade, 87% se declaram felizes.

Os brasileiros superestimam também o número de pessoas no país que acham a homossexualidade moralmente inaceitável (51%), quando muito menos pensam assim (39%). Na Indonésia, país mais intolerante ao tema, o número é subestimado: pensam que o número é 79%, mas na verdade é 93%.

Da mesma forma, os brasileiros superestimam a preocupação com o sexo antes do casamento no Brasil. Não casar virgem é considerado moralmente inaceitável por 35% da população, mas os entrevistados pensam que esse número é 43%.

Já em relação ao aborto, acontece o fenomeno oposto: os brasileiros que responderam à pesquisa pensam que 61% consideram a interrupção da gravidez inaceitável, mas na realidade o número é 79%.

A pesquisa “Perigos da Percepção” foi realizada em 40 países. A metodologia de painel online da Ipsos foi utilizada na: Alemanha, África do Sul, Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, Cingapura, Chile, China, Colômbia, Coreia do Sul, Dinamarca, Espanha, EUA, França, Filipinas, Grã-Bretanha, Hong Kong, Hungria, Índia, Indonésia, Israel, Itália, Japão, Malásia, México, Peru, Polônia, Rússia, Suécia, Taiwan, Tailândia, Turquia e Vietnã. Holanda, Montenegro, Noruega, República Tcheca e Sérvia utilizaram metodologia online e entrevistas pessoais. As respostas sobre percepção foram comparadas com dados de diversas fontes, incluindo: The World Values Survey (http://www.worldvaluessurvey.org/wvs.jsp) e Pew Research Center (http://www.pewresearch.org/). A lista completa das fontes está disponível em: http://perils.ipsos.com/.

Sobre a Ipsos

A Ipsos é uma empresa independente global na área de pesquisa de mercado presente em 88 países. A companhia tem mais de 5 mil clientes e ocupa a terceira posição na indústria de pesquisa. Maior empresa de pesquisa eleitoral do mundo, a Ipsos atua ainda nas áreas de publicidade, fidelização de clientes, marketing, mídia, opinião pública e coleta de dados. Os pesquisadores da Ipsos avaliam o potencial do mercado e interpretam as tendências. Desenvolvem e constroem marcas, ajudam os clientes a construírem relacionamento de longo prazo com seus parceiros, testam publicidade e analisam audiência, medem a opinião pública ao redor do mundo.

Baixe

Pesquisa – Perigos da percepção 2016 

Pesquisa – O que preocupa o mundo – setembro de 2016


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.