Encontro Nacional do Forró ocorre em Cruz das Almas

Forrozeiros Maciel Melo.
Forrozeiros Maciel Melo.

Agentes culturais, artistas, músicos, autores, técnicos, produtores, empresários e pesquisadores do forró terão encontro marcado entre os dias 6 e 8 de abril de 2017, no Encontro Nacional do Forró, em Cruz das Almas. O evento irá discutir “Os rumos da forte e rica cultura do forró e de onde viemos, onde estamos e para onde nossa cultura pode caminhar?”. Já confirmaram a participação nomes como os forrozeiros Alcymar Monteiro, Maciel Melo, Zelito Miranda e Sandrinho do Acordeon.

O evento tem como objetivo debater e propor planos e ações voltados para criar maior articulação e impulsionar as vivências entre os produtores da cultura do forró, trazendo pautas de discussão fundamentais para a realidade contemporânea dessa produção artística. O forró é um importante patrimônio cultural imaterial e contribui para o engrandecimento artístico do nordeste.

 “As matrizes do forró têm contribuído há mais de um século para a construção da identidade nordestina e nacional, especialmente no tocante aos seus gêneros, ritmos, modos de dança e saberes enraizados no cotidiano do povo nordestino e de várias comunidades espalhadas pelo Brasil, que tem o forró como marca de vivências coletivas do trabalho e de experiências festivas”, afirmou Paulo Tear, um dos produtores do evento.

A intenção é promover a importância desse trabalho cultural para geração de renda, potencializando o desenvolvimento de cada região por meio da economia criativa, trabalhando com a dinamização de diferentes setores da cultura como música, dança, artes plásticas, artesanato, moda, design, culturas populares, literatura, artes visuais e arte digital. “O momento atual também tem necessidade urgente de diálogo com as políticas públicas nos âmbitos municipal, estadual e federal”, garante Israel Mizrach, presidente da Associação dos Empresários, promotores, produtores artísticos e culturais do Estado da Bahia.

Dentro da programação, o evento promoverá palestras, debates e ações diversas como a realidade contemporânea da produção artística do forró, dificuldades e soluções para o desenvolvimento do mercado cultural e dos seus empreendimentos, a comunidade forrozeira e suas responsabilidades no desenvolvimento de projetos que envolvam colaboração com cidades, o papel do Estado no fomento à economia da cultura, o crescimento do forró nos grandes centros urbanos e a massificação das bandas de pseudo forró na mídia, além de ações de proteção a fim de que o forró permaneça vivo para as gerações futuras.


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