Operação Carne Fraca: executivo da BRF é preso no Aeroporto Internacional de Guarulhos

A Polícia Federal deflagrou nesta manhã do dia 17 de março de 2017 a Operação Carne Fraca, com o objetivo de desarticular organização criminosa liderada por fiscais agropecuários federais e empresários do agronegócio. A operação detectou, em quase dois anos de investigação, que as Superintendências Regionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, do Paraná, Minas Gerais e Goiás atuavam diretamente para proteger grupos empresariais, em detrimento do interesse público.
A Polícia Federal deflagrou na manhã do dia 17 de março de 2017 a Operação Carne Fraca, com o objetivo de desarticular organização criminosa liderada por fiscais agropecuários federais e empresários do agronegócio.

O gerente de Relações Internacionais e Governamentais da Brasil Foods (BRF), Roney Nogueira dos Santos, foi preso pela Polícia Federal (PF) hoje (18/03/2017) no Aeroporto Internacional de Guarulhos após desembarcar vindo do exterior.

Segundo a assessoria da BRF, Santos se entregou às autoridades. O gerente teve a prisão preventiva decretada ontem pela operação Carne Fraca, da PF. Ele é acusado de influenciar fiscais do Ministério da Agricultura.

Login e senha

“[Roney Nogueira] remunera diretamente fiscais contratados, presenteia com produtos da empresa, se dispõe a auxiliar no financiamento de campanha política e até é chamado a intervir em seleção de atleta em escolinha de futebol. Com tantas benesses, há notícia de que ele possui login e senha para acessar diretamente o sistema de processos administrativos (SEI) do MAPA [Ministério da Agricultura], obviamente de uso restrito ao público interno”, disse o juiz federal Marcos Josegrei da Silva, que determinou a prisão do gerente.

Segundo a PF, os frigoríficos envolvidos na Operação Carne Fraca maquiavam carnes vencidas com ácido ascórbico e as reembalavam para vendê-las.

As empresas, de acordo com a polícia, subornavam fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para que autorizassem a comercialização do produto sem a devida fiscalização. A carne imprópria para consumo era destinada tanto ao mercado interno quanto à exportação.


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