Operação Paralelo: ação da PF objetiva investigar atuação de operadores do mercado financeiro do Rio de Janeiro no Caso Lava Jato

Operação Paralelo: policiais federais cumprem cinco mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva na cidade do Rio de Janeiro, expedidos pelo juiz federal Sérgio Moro.
Operação Paralelo: policiais federais cumprem cinco mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva na cidade do Rio de Janeiro, expedidos pelo juiz federal Sérgio Moro.

A Polícia Federal deflagou nesta terça-feira (28/03/2017) a Operação Paralelo, 39ª fase do Caso Lava Jato. A ação policial ocorre no Rio de Janeiro, com o cumprimento de seis mandados — cinco de busca e apreensão e um de prisão preventiva. Os mandados foram expedidos por ordem do juiz federal Sérgio Moro.

Segundo nota da Polícia Federal, a investigação apura a atuação de operadores no mercado financeiro em benefício de investigados no âmbito da Operação Lava Jato. A atuação teria se dado no âmbito de uma corretora de valores a qual é suspeita de ter realizado a movimentação de recursos de origem ilícita para viabilizar pagamentos indevidos de funcionários e executivos da Petrobrás.

A investigação ainda tem por objetivo apurar a responsabilidade criminal de ex-executivo da Diretoria de Engenharia e Serviços da Petrobrás, apontado como o beneficiário de diversos pagamentos em contas clandestinas no exterior, feitos por empreiteiras que contrataram com a empresa.

A ação policial foi denominada Operação Paralelo em referência ao mercado clandestino de valores e a atuação clandestina dos investigados, que agem à margem dos órgãos de controles oficiais do mercado financeiro.

Prisão

O ex-gerente da Petrobrás Roberto Gonçalves (março de 2011 a maio de 2012) foi preso em Boa Vista, Roraima. Roberto Gonçalves sucedeu Pedro Barusco, um dos delatores da Lava Jato, na gerência da estatal.

38ª fase

A última fase da Lava Jato foi deflagrada em 23 de fevereiro deste ano. A Operação Blackout, 38ª fase da Lava Jato, prendeu os lobistas Jorge Luz e Bruno Luz, pai e filho respectivamente, apontados como operadores do PMDB. Na ocasião, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão e 2 mandados de prisão preventiva no Rio.

*Com informações da revista Veja e do jornal Estadão.

 


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