Presidente Michel Temer confirma jantar com Marcelo Odebrecht; ex-presidente Dilma Rousseff diz que declaração é mentira

A assessoria da ex-presidenta Dilma Rousseff divulgou também nota na qual afirma que todas as doações a suas campanhas foram feitas de acordo com a legislação.
A assessoria da ex-presidenta Dilma Rousseff divulgou também nota na qual afirma que todas as doações a suas campanhas foram feitas de acordo com a legislação.

O Palácio do Planalto divulgou hoje (02/03/2017) nota em que diz que o depoimento de Marcelo Odebrecht confirma “o que o presidente Michel Temer vem dizendo há meses”: que teve um encontro com o empresário, na época em que era vice-presidente, para tratar da campanha presidencial, mas que, na ocasião, não foram discutidos valores. Segundo o Planalto, o depoimento do empresário não traz novidades.

Marcelo Odebrecht foi ouvido ontem (1º) pelo ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Herman Benjamin. O empresário é testemunha na ação em que o PSDB pede a cassação da chapa Dilma-Temer por suposto abuso de poder político e econômico durante a campanha presidencial de 2014.

Na nota divulgada nesta quinta-feira, a Presidência da República confirma ainda que a construtora Odebrecht deu um auxílio financeiro de R$ 11,3 milhões a campanhas do PMDB, partido de Temer, e que o montante foi declarado ao TSE.

Conforme reportagens veiculadas pela imprensa, no depoimento, Marcelo Odebrecht confirmou o encontro com Temer para tratar da campanha de 2014, mas negou ter acertado valores. Ele também teria dito que doações foram acertadas entre Cláudio Melo Filho, ex-diretor da Odebrecht, e Eliseu Padilha, atual ministro-chefe da Casa Civil.

O depoimento de Marcelo Odebrecht foi sigiloso. Condenado a 19 anos e quatro meses de prisão por participação no esquema investigado pela Operação Lava Jato e réu em outras ações penais, o ex-presidente da construtora Odebrecht está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde junho de 2015. Em dezembro de 2014, as contas da campanha da então presidenta Dilma Rousseff e de seu companheiro de chapa, Michel Temer, foram aprovadas com ressalvas pelo TSE. No entanto, o processo foi reaberto porque o PSDB questionou a aprovação, por entender que há irregularidades nas prestações de contas apresentadas por Dilma. Segundo entendimento do TSE, a prestação contábil do presidente e do vice-presidente é julgada em conjunto.

Dilma Rousseff

A assessoria da ex-presidenta Dilma Rousseff divulgou também nota na qual afirma que todas as doações a suas campanhas foram feitas de acordo com a legislação, tendo as duas prestações de contas sido aprovadas pelo TSE. Ela diz que é “mentirosa” a informação de que teria pedido recursos a Marcelo Odebrecht ou a quaisquer empresários, e que tenha autorizado pagamentos a prestadores de serviços fora do país, ou por meio de caixa 2, durante as campanhas presidenciais de 2010 e 2014, conforme reportagens divulgadas pela imprensa.

Dilma negou também ter indicado o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega como seu representante junto a qualquer empresa tendo como objetivo a arrecadação financeira para as campanhas presidenciais. “Nas duas eleições, foram designados tesoureiros, de acordo com a legislação. O próprio ex-ministro Guido Mantega desmentiu tal informação”, destacou Dilma. A ex-presidenta classifica de “insulto a sua honestidade” e “despropósito a quem quer conhecer a verdade sobre os fatos” a insistência em impor a ela “uma conduta suspeita ou lesiva à democracia dou ao processo eleitoral”.

De acordo com reportagens divulgadas pela imprensa, o empresário Marcelo Odebrecht disse, no depoimento, que doou mais de R$ 150 milhões à chapa Dilma-Temer na eleição de 2014 como caixa dois.

*Com informação da Agência Brasil.


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