Secretária explica estado das ambulâncias do SAMU e o que a Prefeitura de Feira de Santana faz para renovar e manter a frota

Denise Mascarenhas: o Ministério da Saúde atrelou o aumento da frota à regionalização do SAMU.
Denise Mascarenhas: o Ministério da Saúde atrelou o aumento da frota à regionalização do SAMU.

As condições das ambulâncias do SAMU de Feira de Santana, bem como as iniciativas tomadas para que a prestação do serviço à população ganhe em qualidade foram apresentadas a jornalistas e radialistas pela secretária da Saúde, Denise Mascarenhas, e a coordenadora do setor, Maiza Macedo, numa conserva realizada na manhã desta sexta-feira (17/03/2017), na secretaria.

De acordo com a secretária, há alguns anos o Ministério da Saúde vem sendo comunicado sobre a necessidade não apenas da renovação da frota, mas da sua ampliação, que atualmente é formada por seis ambulâncias – uma de suporte avançado e cinco básicas, mais uma motocicleta. “Três estão atendendo à comunidade e uma, que está no conserto, deve entrar em operação no sábado (18)”. Para o ministério, uma ambulância dá para atender um grupo entre 100 e 150 mil habitantes.

Para ela, a quantidade vem se mostrando insuficiente para que o atendimento à população seja feito a contento. “Mas o Ministério da Saúde atrelou o aumento da frota à regionalização do SAMU”, explica. Até o momento, apenas concretizaram esta forma de atendimento com Feira, Conceição do Jacuípe e Irará, que ainda não estão em fase de ajustamentos com o ministério. Outra forma de aumentar o número de ambulância são as emendas parlamentares, decisão anunciada recentemente.

A vida útil de uma ambulância é de cinco anos de uso ou 300 mil quilômetros rodados, média de cinco mil quilômetros por mês. As de Feira, de acordo com a secretária, cinco estão no prazo limite do uso. Duas são de 2010. A aquisição dos veículos é de responsabilidade do governo federal, mas a manutenção fica por conta das prefeitura. “No ano passado e nos três primeiros meses de 2017, os custos de manutenção passaram de R$ 200 mil”, afirmou.

O desgaste natural, de acordo com Maiza Macedo, é acelerado pelo uso contínuo dos veículos, que, devido a demanda, não param. “O atendimento é prestado durante as 24 horas dos 365 dias do ano”. A quantidade de saídas das ambulâncias, de acordo com ela, aumentou muito nos últimos anos, bem como o tipo de atendimentos, sendo que acidentes envolvendo motocicletas vem se destacando, bem como a pacientes com problemas mentais.

Os problemas mecânicos interferem no atendimento. O diretor do Departamento de Transportes, Joeldson Sena, disse que nem sempre a concessionária onde é reparos são feitos tem peças de reposição em estoque. “Assim, o serviço que deveria ser feito em dias passa semanas para ser concluído, às vezes”. O secretário de Comunicação Social, Valdomiro Silva, esteve presente ao encontro.


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