
O presidente Michel Temer (PMDB/SP) anunciou os novos líderes do governo na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, nomeando André Moura (PSC/SE) e Romero Jucá (PMDB/RR) para os cargos.
Ao anunciar as nomeações dos novos líderes, o Jornal Nacional, transmitido pela Rede Globo, apresentou, neste sábado (04/03/2017), a ficha corrida de cada um dos políticos, destacando o número de processos e o fato de André Moura responder a uma ação judicial por homicídio.
Segundo o Jornal Nacional, o senador Romero Jucá responde a oito inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), sendo três do Caso Lava Jato. André Moura responde a cinco inquéritos, inclusive no Caso Lava Jato, além de ser réu em três ações penais e aliado do preso ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ). Nesse aspecto, Eduardo Cunha pode ser qualificado como um dos presos de maior poder e prestígio do Brasil. Talvez, por isso, resista em delatar os comparsas envolvidos no Caso Lava Jato.
A Mídia Golpista, responsável por apoiar o processo de usurpação do Governo Rousseff, “vendeu” a ideia de que o Governo Temer seria uma gestão marcada por notáveis. Certamente, ao realizar o anúncio, deixou de explicar que os participantes da gestão Temer seriam notabilizados pela ficha corrida.
Ilustres baianos
Na Bahia, três políticos apoiaram o Golpe Parlamentar de 2016 e a assunção usurpadora do Governo Temer — o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), atualmente, ocupado em responder às denúncias de envolvimento em atos ilícitos; o deputado federal magalhista, que, atualmente, ocupa o cargo de ministro-chefe da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy (PSDB); e o prefeito de Salvador ACM Neto (DEM). Além do apoio ao Golpe e do fato de serem citados por delatores no Caso Lava Jato, os brasileiros e, em especial, os baianos, devem agradecer a troika por apoiarem um governo cujo principal requisito para ocupar cargo é o tamanho da ficha corrida do indicado.









