Prefeito de São Paulo: bibelô mais emblemático do neoconservadorismo brasileiro | Por Sérgio Jones

João Agripino da Costa Doria Junior, prefeito de São Paulo. Linguagem vulgar no ataque aos opositores e discurso fascista dissimulam vínculo com pensamento conservador.
João Agripino da Costa Doria Junior, prefeito de São Paulo. Linguagem vulgar no ataque aos opositores e discurso fascista dissimulam vínculo com pensamento conservador.
João Agripino da Costa Doria Junior, prefeito de São Paulo. Linguagem vulgar no ataque aos opositores e discurso fascista dissimulam vínculo com pensamento conservador.
João Agripino da Costa Doria Junior, prefeito de São Paulo. Linguagem vulgar no ataque aos opositores e discurso fascista dissimulam vínculo com pensamento conservador.

Durante entrevista concedida ao programa Roda Viva, levado ao ar na noite de segunda-feira (09/04/2017) em que teve como entrevistado o empresário e prefeito de São Paulo João Dória (PSDB). A TV Cultura demonstrou toda a sua inclinação e partidarização com os tucanos. Geralmente o programa é composto de quatro blocos, neste caso específico Augusto Nunes, repórter da Veja e âncora do mesmo, excepcionalmente, nesta oportunidade concedeu um bloco a mais.

Sem tirar o mérito dos entrevistadores o programa foi de uma bizarrice política total. O cover político da edição desastrosa do Collor de Mello. Enquanto este ‘pilotava’ jatos da FAB, ele se traveste de gari para fortalecer sua política demagógica e populista. Se realmente quer ser  autêntico em seu ato populista deveria começar equalizando o seu salário com os da classe destes trabalhadores. Mas prefere o modo mais fácil, exercer o poder de natureza tirânica ou imoral em nome das multidões.

Outra tentativa, de golpe midiático, arquitetada pelo burgomestre paulista reside no fato de se apresentar com o argumento de que a sua maior motivação para ingressar na vida pública foi para combater a política petista.  Ao mesmo tempo em que se intitula gestor e não político. Na realidade é mais um aventureiro da extrema direita, um mistificador que se coloca no cenário para confundir e nada explicar. Não podemos esquecer que a empresa (Lide – Grupo Dórea) foi uma das que mais se beneficiou através de contratos realizados com os governos petistas de Lula e Dilma.

Com um discurso higienizador, ele se coloca como mais um ‘fake’ produzido por uma direita caquética e pelos caos capitalista em que se envolveu o Brasil. Mais uma vez, volta a defender o encolhimento do Estado e a “Liberdade de Mercado”, para que eles, empresários, possam atuar de forma predatória em benefício de si mesmo e em prejuízo dos interesses do povo brasileiro.

O janota é semelhante a um sepulcro caiado, bonitinho por fora e podre por dentro. Ao analisar os seus 100 dias frente à administração do governo municipal de São Paulo, tenta nos apresentar um quadro paradisíaco, onde o povo vive em um lugar ideal e de completa felicidade. Por certo ele não deve estar se referindo ao mundo da cracolândia, centro da cidade, nas imediações das Avenidas Duque de Caxias, Ipiranga, Rio Branco, Cásper Líbero e Rua Mauá e da Estação Júlio Prestes.

Esta é a visão distorcida da elite brasileira com relação aos graves problemas sociais que afeta a todos nós. A corrupção está em alta, o talento é raro. Assim, a corrupção é a arma da mediocridade e nós sentimos a sua presença em toda a parte.

*Sérgio Jones é jornalista formado pela UFBA e assessor parlamentar, lotado na Câmara Municipal de Feira de Santana.


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