Presidente Michel Temer promete fim dos privilégios previdenciários para servidores e políticos

Michel Temer: a Previdência será mais justa com os mais pobres e mais rígida com os mais ricos. Por exemplo, políticos não terão mais aposentadoria especial. Nem servidores públicos. Nosso país não tem mais espaço para privilégios.
Michel Temer: a Previdência será mais justa com os mais pobres e mais rígida com os mais ricos. Por exemplo, políticos não terão mais aposentadoria especial. Nem servidores públicos. Nosso país não tem mais espaço para privilégios.

Com o objetivo de trazer igualdade ao sistema e acabar com privilégios, a proposta de reforma da Previdência em tramitação no Congresso Nacional será mais justa com os mais pobres e mais rígida com os mais ricos. A afirmação é do presidente da República, Michel Temer, em pronunciamento divulgado nesta quinta-feira (06/04/2017) em suas redes sociais.

“Estamos fazendo uma reforma que trará mais igualdade para todos. A previdência será mais justa com os mais pobres. E mais rígida com os mais ricos”, destacou o presidente da República. Segundo Temer, políticos e servidores públicos agora terão todos as mesmas regras, pois não há mais “espaço para privilégios” no País.

Temer ponderou que sem a reforma, o País não terá crescimento econômico e criação de novos empregos. Mas, com a aprovação das mudanças, a economia voltará a crescer, gerando empregos e novas oportunidades para os brasileiros. “Essa é a grande herança que queremos deixar para o futuro (…) Tenho a mais absoluta certeza de que nossos filhos e netos, num futuro breve, reconhecerão a coragem dos que enfrentaram esse problema”, afirmou.

Direitos garantidos

No vídeo, Temer garantiu os aposentados e pensionistas não perderão nada. Não haverá mudanças em direitos adquiridos. “Se você é aposentado, pode ficar tranquilo”, explicou. Para os que já tem o direito a aposentadoria, não haverá perdas e, por isso, não será preciso correr para se aposentar. “Você não precisa correr para se aposentar porque não há mudança no seu caso. Ou seja, nenhum direito a menos”, frisou.

A reforma, segundo o presidente, estabelece novos padrões para o futuro: todos terão que contribuir por 25 anos para se aposentar. E a idade mínima para pedir o benefício da aposentadoria será de 65 anos. Haverá, contudo, regras de transição para os casos das pessoas que estejam mais próximas de se aposentar.

“Estamos compreendendo também a situação do homem e da mulher do campo, que, sabidamente, pelas adversidades que enfrentam na área rural, precisam de condições diferenciadas”, relatou. “As pessoas com deficiência também terão um olhar especial do governo”, afirmou.

Negociação com o Congresso

A postagem do vídeo foi feita próximo das 20h e tinha sido gravado, segundo a assessoria do presidente, na tarde de quinta-feira (06). Durante a manhã, Temer autorizou o relator da reforma na Câmara, Arthur Maia (PPS-BA), a negociar cinco pontos do texto enviado ao Congresso. O objetivo da flexibilização é conseguir votos suficientes para a aprovação da proposta.

Horas depois, após um almoço com o rei e a rainha da Suécia no Palácio do Itamaraty, o presidente negou recuo do governo  na questão e exaltou o trabalho conjunto entre Congresso e Planalto. “Prestar obediência ao que o Congresso Nacional sugere não pode ser considerado recuo. Nós estamos trabalhando conjugadamente”.

Confira vídeo


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