
Com a interdição de alguns setores da Casa de Saúde Santana de Feira de Santana pelo Núcleo Regional de Saúde Centro-Leste (antiga 2ª Dires), o presidente do Poder Legislativo feirense, vereador Reinaldo Miranda, Ronny (PHS), designou que a Comissão de Saúde da Casa se deslocasse, nesta terça-feira (30/05/2017) até os órgãos, buscando intermediar uma solução para que sejam retomados os atendimentos à população.
Segundo registrado no Termo de Interdição, estão impedidos de funcionar o centro cirúrgico, o centro de materialização e esterilização, a farmácia, a lavanderia e o setor de diluição da Casa de Saúde Santana sob os argumentos de que os setores funcionavam sem licença do órgão sanitário, contrariando as normas legais e sem a presença de responsáveis técnicos pelos serviços médicos, farmacêuticos, de fisioterapia e nutrição.
A Comissão de Saúde da Casa, formada pelos vereadores Cadmiel Pereira (PSC)- presidente, Zé Curuca (DEM)- vice-presidente e Luiz da Feira (PPL)- membro, esteve primeiro na Casa de Saúde Santana, onde conversou com o diretor da unidade, Carlos Germano Correia. Na oportunidade, o diretor informou que a unidade já estava com o alvará vencido há cinco anos e que os técnicos da Vigilância chegaram ao local pela manhã, fizeram a fiscalização e voltaram à tarde em posse do Auto de Infração.
“Eles estiveram aqui em setembro de 2016, fizeram algumas observações e atendendo às solicitações fizemos algumas reformas. Ontem, retornaram pela manhã, fiscalizaram e à tarde retornaram já com o Auto de Infração, sem ao menos nos apresentar o Termo de Ajuste de Meta- TAM. Há tantos anos sem fiscalização, quando fizeram fora logo interditando”, relatou Carlos Germano Correia.
Já no encontro com o diretor do Núcleo Regional de Saúde Centro- Leste, Edy Gomes dos Santos, a Comissão foi informada de que por várias vezes a Casa de Saúde sofreu advertências em relação à necessidade de se adequar às leis que determinam o pleno funcionamento dos setores, correndo o risco de interdição.
“Várias vezes os técnicos da Vigilância realizaram fiscalização na unidade e foi sempre exigido adequações das instalações para o funcionamento, mas a direção não fez nem o mínimo exigido. Não há como se permitir o funcionamento desses setores no estado em que eles estão, é colocar em risco a vida dos pacientes que são ali atendidos. A interdição é por tempo indeterminado e os setores só serão liberados após as devidas adequações”, garantiu Edy Gomes.
Após as visitas, a Comissão entregará ao presidente Ronny os relatórios dos encontros, bem como os recebidos pela unidade hospitalar e o órgão fiscalizador, fazendo as devidas provocações ao Ministério Público. “Esperamos que após a provocação o MP possa tomar as devidas providências e que o caso seja solucionado o mais rápido possível, pois quando acontece algo desta natureza apenas a população é prejudicada. A Comissão entende que o que estiver errado deve ser corrigido, que deve-se prezar sempre pelo bem estar das pessoas”, pontuou o presidente da Comissão, Cadmiel Pereira.
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