
Os professores da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) endossam o 30 de junho de 2017 como data para a deflagração de uma nova Greve Geral de 24 horas, com o objetivo de parar o Brasil para barrar as contrarreformas da Previdência e Trabalhista, contra as terceirizações e pela saída de Michel Temer da presidência da República. Será realizado um ato público com panfletagem a partir das 7h, em frente à Prefeitura Municipal. Nesta sexta (30), as atividades acadêmicas no campus serão suspensas.
A Greve Geral foi indicada por diversas centrais sindicais do país por entenderem que esta fortalece o processo de mobilização existente nas bases de várias categorias do Brasil. Também acreditam que a mobilização é a maneira de tentar reverter as investidas do governo federal contra o setor público e os trabalhadores.
“A primeira Greve Geral, no dia 28 de abril, e a marcha OcupeBrasília, em 24 de maio, ambas com protestos na capital federal e em cidades de variados estados brasileiros, reforçaram a disposição dos trabalhadores e estudantes para combater a retirada de direitos sociais e trabalhistas”, disse o diretor da Associação dos Docentes da Uefs (Adufs), Gean Santana, lembrando as reuniões e mobilizações realizadas este mês com sindicatos e movimentos sociais de Feira de Santana para a construção do protesto. Entre as atividades, citou o Dia Nacional do Esquenta para a Greve Geral, em 21 de junho, quando houve panfletagem no pórtico da universidade, e as plenárias da Frente Nenhum Direito a Menos.
Bahia
Segundo movimento grevista, o governo estadual segue a mesma cartilha de Michel Temer. Além de instituir a Previdência Complementar dos Servidores Públicos da Bahia (PrevBahia), regulamentada no dia 29 de julho de 2016, Rui Costa (PT) articulou a transformação desta em um sistema para todo Nordeste (PrevNordeste).
A política do governo também tem penalizado as Universidades Estaduais da Bahia (Ueba) com uma grave crise orçamentária que prejudica as atividades da pesquisa, da extensão e do ensino. Paralelamente, os professores acumulam grandes perdas por conta do congelamento dos salários, afirma movimento grevista.
Diante a atual conjuntura, o Fórum das ADs, entidade que reúne as diretorias das associações docentes das quatro Ueba, indicou a realização de assembleias na primeira quinzena de julho para avaliar a o indicativo de greve, caso o governo estadual não apresente proposta concreta à pauta docente, declara movimento grevista.









