Saúde sem sedentarismo | Por Tiago Fonseca Nunes

Tiago Almeida Fonseca Nunes, natural de Salvador é interno de Medicina na UNESC-ES, cursou Farmácia na UFBA, atua como articulista do Jornal Grande Bahia e é escritor.
Tiago Almeida Fonseca Nunes, natural de Salvador é interno de Medicina na UNESC-ES, cursou Farmácia na UFBA e é escritor.

Nos últimos anos, houve grandes avanços na prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares. Em uma única década, a morte por doença cardíaca e derrame cerebral diminuiu 30% e 35%, respectivamente, graças a terapias avançadas, esforços antitabagismo e detecção precoce de fatores de risco como hipertensão e colesterol alto. No entanto, a doença cardíaca continua a ser a principal causa de morte para homens e mulheres. É a doença mais cara hoje, tanto em termos de despesas médicas quanto na perda de produtividade.

Nós podemos fazer mais. A Associação Americana do Coração traz como meta a melhora da saúde cardiovascular de todos os americanos em 20%, reduzindo as mortes por doenças cardiovasculares e acidentes vasculares cerebrais por outros 20%. A estratégia para atingir esse objetivo é aumentar o número de pessoas com saúde ideal. São sete métricas: manutenção de um peso saudável, obtenção de atividade física, seguindo uma dieta saudável, não fumar, prevenir o diabetes, controle do colesterol e a pressão sanguínea. Hoje, menos de 1% dos adultos atendem aos critérios de saúde cardiovascular ideal.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a inatividade física é agora o quarto principal fator de risco para a mortalidade, estimado 3,2 milhões de mortes por ano. A evidência mostra que a falta de exercício é fator de risco para diabetes, doenças cardíacas, alguns tipos de câncer e até mortalidade por outras causas. Comprova-se, portanto, o efeito nocivo dos altos níveis de sedentarismo ao longo do dia.

A ingestão de calorias no Brasil e no mundo é muito alta e certamente contribui para a obesidade. Aliado a isso, tem-se a redução dramática na atividade física total e no gasto de energia, o que passa a ser o principal contribuinte para este aumento contínuo da obesidade (como também, diabetes e baixa saúde cardiovascular).

Na sociedade moderna que vivemos não é difícil nos depararmos com atitudes que favorecem o sedentarismo: Drive-Thru para café, banco e comida; Escadas rolantes motorizadas; Computadores, e-mail, compras on-line (incluindo alimentos). Não podemos deixar de ter em mente que nos exercitar sempre será importante.

Na verdade, a aptidão cardiorrespiratória é um dos mais fortes, se não o mais forte, preditor de boa saúde e longevidade. Atualmente, é recomendável que os adultos obtenham, pelo menos, 150 minutos por semana de exercícios de intensidade moderada (marcha rápida). E realizados em períodos de pelo menos 8 a 10 minutos. Além do exercício, são necessários esforços para reduzir o comportamento sedentário.

Hoje, 70-80% das ocupações são consideradas “sedentárias”. Se você tem um emprego sedentário, não se plante na frente da TV quando chegar em casa. Em vez disso, desenvolva programas para o bem-estar. No local de trabalho, organize reuniões itinerantes, mexa-se!

Saúde e cuidados de saúde são aspectos cruciais da qualidade de nossas vidas. Portanto, comece hoje a melhorar a sua. Sem dúvida, as mudanças trarão excelentes resultados a curto, médio e longo prazo. Agora que você leu este artigo, dê uma volta. Seu coração irá agradecer.

*Tiago Almeida Fonseca Nunes, natural de Salvador é interno de Medicina na UNESC-ES, cursou Farmácia na UFBA e é escritor.

*Contato: tiagofonsecanunes@gmail.com.


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