Operação Abate I: PF investiga papel de assessora e advogados de Cândido Vaccarezza em esquema criminoso

O ex-deputado federal, o feirense Cândido Vaccarezza, que foi líder dos governos Lula e Dilma Roussef na Câmara dos Deputados, está deixando o PT.
O ex-deputado federal, o feirense Cândido Vaccarezza, que foi líder dos governos Lula e Dilma Roussef na Câmara dos Deputados, está deixando o PT.

Dois advogados e uma assessora do ex-deputado Cândido Vaccarezza são os alvos da 45ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta quarta-feira (23/08/2017) pela Polícia Federal (PF). Os agentes cumpriram quatro mandados de busca e apreensão na chamada Operação Abate II, decorrentes do aprofundamento das investigações da Operação Abate, deflagrada há cinco dias e que culminou na prisão de Vaccarezza.

A etapa anterior da Lava Jato havia tratado da contratação da empresa Sargeant Marine, dos Estados Unidos, pela Petrobras, entre 2010 e 2013.

Segundo a PF e o Ministério Público Federal (MPF), o ex-deputado utilizou a influência decorrente do cargo para facilitar o acerto de doze contratos que renderam à empresa norte-americana o valor de aproximadamente US$ 180 milhões. Em contrapartida, ainda segundo a investigação, Vaccarezza recebeu propinas de mais de US$ 430 mil por contrato.

As informações colhidas durante a Operação Abate permitiram à PF a identificação de novos suspeitos. Ao serem interrogados, os operadores Jorge Luz e Bruno Luz disseram que os advogados Thiago Cedraz e Sérgio Dantas participaram das tratativas para contratação da Sargeant Marine pela Petrobras. Ainda segundo os depoimentos, os advogados receberam comissões das propinas pagas pela empresa dos Estados Unidos.

Thiago Cedraz é filho do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Aroldo Cedraz. A PF ressaltou que as investigações não estão relacionadas ao tribunal.

Os dois advogados foram alvo dos mandados de busca e apreensão cumpridos hoje de manhã. A Operação Abate II também investiga a participação de uma assessora de Vaccarezza Ana Cláudia de Paula Albuquerque, suspeita de atuar em favor da Sargeant Marine e de ter recebido parte das propinas destinadas ao ex-deputado.


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