Recôncavo da Bahia: resultados da FPI no Baixo Paraguaçu são apresentados em audiência pública

MP promove ciclo de palestras em escolas públicas do Recôncavo Baiano e Região Metropolitana de Salvador.
MP promove ciclo de palestras em escolas públicas do Recôncavo Baiano e Região Metropolitana de Salvador.
MP promove ciclo de palestras em escolas públicas do Recôncavo Baiano e Região Metropolitana de Salvador.
MP promove ciclo de palestras em escolas públicas do Recôncavo Baiano e Região Metropolitana de Salvador.

Os resultados da 3ª Etapa da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI), realizada entre os dias 16 e 28 de julho de 2017, na Bacia do Rio Paraguaçu, foram apresentados a mais de 200 pessoas no Município de Cachoeira durante audiência pública realizada na última sexta-feira (28). A FPI é uma ação conjunta entre o Ministério Público estadual e instituições parceiras e foi realizada nos municípios de Cruz das Almas, Cachoeira, São Félix, Muritiba, Saubara, Conceição da Feira, Cabeceiras do Paraguaçu, Santo Amaro, Salinas da Margarida e Maragojipe.

Durante os dias de atuação, foram identificadas diversas ocupações irregulares com edificações em alvenarias em toda extensão das margens do rio e lâmina d’água. Também foi constatado pela equipe técnica que áreas já autuadas e embargadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) ainda permanecem edificadas. Foram verificados ainda plásticos, sucatas de eletrodomésticos, restos de material de construção e outros produtos  não biodegradáveis nas margens,  no mangue  e boiando nas águas, além de desmatamento em vegetação ciliar e supressão de mangues. Pesca com explosivos e outras modalidades predatórias, realizadas em momentos específicos das marés, assim como a proliferação do “Coral Sol” também foram detectadas durante a operação.

Segundo o promotor de Justiça Thyego de Oliveira Matos, “ao final de 14 dias de operação, constataram-se vários danos ambientais na região fiscalizadas, como supressão de vegetação em áreas de preservação, ocupação indevida de manguezais, vários loteamentos com irregularidades, uma persistente cultura de aprisionamento de animais silvestres e conflitos entre comunidades tradicionais de quilombolas e fazendeiros na região”. O promotor de Justiça salienta “que com os relatórios de fiscalização concluídos, será possível instaurar, no âmbito do MP baiano ou do MP Federal, as medidas cabíveis e buscar, ao final, uma melhoria da qualidade ambiental e na vida dos povos da região”.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.