
A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) revisou as projeções da atividade econômica da região e estima crescimento de 1,2% para este ano e de 2,2% para 2018. De acordo com os dados, divulgados hoje (12/12/2017), esse aumento foi impulsionado pela produção de matérias-primas.
Segundo o organismo multilateral, Brasil e México, as maiores economias da região, crescerão em 2017 0,7% e 2,2%, respectivamente, e 2% e 2,4%o em 2018.
O Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina registrará alta de 2,4% este ano e de 2,7% no próximo ano, enquanto a Colômbia crescerá 1,8% e 2,6% nos dois anos, respectivamente.
Conforme os números, a economia da Venezuela registrará uma contração de 8% este ano e cairá 4% em 2018.
Os indicadores da Cepal revelam que, mantendo a característica dos último anos, a dinâmica de crescimento mostra diferenças entre países e regiões. O exemplo são as economias dos países da América do Sul, especializados na produção de bens primários, especialmente petróleo, minerais e alimentos, que registraram uma taxa de crescimento de 0,7% em 2017.
Brasil liderou investimento estrangeiro na América Latina em 2016, diz Cepal
Os investimentos estrangeiros diretos (IED) diminuíram 7,9% em 2016 na América Latina e Caribe, em comparação com 2015, e somaram US$ 167,04 bilhões. Valor que representou uma queda de 17% a partir do máximo alcançado em 2011, de acordo com relatório divulgado na terça-feira (10), em Santiago do Chile, pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). Apesar da crise econômica, o Brasil liderou as entradas de investimentos estrangeiros direto (IED) em 2016, e se manteve como principal receptor de recursos financeiros na região.
O país recebeu US$ 78,9 bilhões – um aumento de 5,7% nas entradas de recursos – equivalentes a 47% do total dos investimentos diretos na região. O México, veio em seguida com US$ 32,1 bilhões (19%) e a Colômbia em terceiro, com US$ 13,6 bilhões (15,9%).
O documento ressalta também que os resultados na região “são explicados pelos preços baixos das matérias-primas e seu impacto nos investimentos direcionados para o setor de recursos naturais, pelo lento crescimento da atividade econômica em várias economias e pelo cenário global de sofisticação tecnológica e expansão da economia digital que tende a uma concentração dos investimentos multinacionais nas economias desenvolvidas”.









