Um africano, dois brasileiros e um objetivo comum: estimular a cultura em Feira de Santana

Seminário Tecendo a Rede do Turismo Étnico-Afro, realizado em Feira de Santana.
Seminário Tecendo a Rede do Turismo Étnico-Afro, realizado em Feira de Santana.
Seminário Tecendo a Rede do Turismo Étnico-Afro, realizado em Feira de Santana.
Seminário Tecendo a Rede do Turismo Étnico-Afro, realizado em Feira de Santana.

Daniel Pinto é geógrafo, especialista em antropologia e turismo, e já viajou por 23 países ao redor do mundo; Mangole Filipe veio de Moçambique para Feira de Santana há 5 anos para cursar pedagogia após conseguir uma bolsa e é professor de cultura afro na comunidade quilombola Lagoa Grande; e seu Raimundo Santos é uma enciclopédia viva. Três homens diferentes, mas que têm duas coisas nitidamente em comum: uma delas é a paixão pelo turismo. Para seu Raimundo, “o turismo é o olhar. Você olhar fixamente pra aquele lugar e dizer: ‘um dia eu volto aqui’.”

Filosofia que também guia a vida de Daniel há muito tempo. Ele afirma já ter se deparado inúmeras vezes, e até reproduzido tal comportamento, com pessoas que se esforçam para enxergar Feira de Santana como um lugar sem atrativos. “Há um ano atrás, eu fiquei à frente da organização de um evento. Um encontro de estudantes baianos realizado na UEFS. Mas a programação não contemplava todos os horários dos dias e me perguntavam o que eu ia fazer com as pessoas nesses intervalos. Eu saí com eles por Feira. Levei pra Museu, trouxe no MAP e, independente do país que você esteja, à noite é bar. Algumas pessoas mostram resistência em garantir a Feira esta imagem de lugar atrativo, por influência do olhar dos outros. Você tem que olhar pros lugares a partir da sua perspectiva.”

Mangole consegue enxergar em Feira a cultura, a dança, a hospitalidade e a alegria de sua terra natal e é isso um dos aspectos que o acolhem na Princesa do Sertão. A segunda coisa que eles têm em comum é que, apesar de toda essa bagagem turística que eles carregam, todos compareceram ao Curso de Noções Conceituais no Turismo realizado na tarde desta terça-feira (31/10/2017), no Mercado de Arte Popular, ministrado pela Técnica de Nível Superior da Setur, Carine Campos, que tratou de temas gerais do aspecto turístico desde definições de termos, como ecoturismo, Trade Turístico, a requisitos burocráticos da área, como passaporte, visto e troca da moeda de um país pela de outro, processo denominado como “câmbio”.

Para Graça Cordeiro, diretora do Departamento Turístico da Secretaria de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico, este é um processo que lida com os aspectos iniciais da área, mas funciona como uma graduação. Vai se especializar. “Eles devem aprender essas nomenclaturas gerais por que, apesar de serem o segmento específico afro, eles devem dominar uma linguagem que é padronizada entre os turistas. Isso vai impactar na qualidade do serviço prestado por eles.” Esta foi mais uma etapa do Seminário Tecendo a Rede do Turismo Étnico-Afro, que deve se estender em mais três até o ano que vem.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.