
Não é fácil instituto de pesquisa construir reputação na Bahia. São tantos erros históricos que se duvida da competência e da boa-fé daqueles que aferem a opinião pública. O que acontece com pesquisas em nosso estado?
O erro dos institutos pode estar na amostra. A Bahia tem a maior população rural do Brasil. Custa caro e é demorado colher opiniões de quatro milhões de baianos que habitam a Bahia profunda.
Diante disso, opta-se pela aplicação de questionários nas sedes dos municípios, ignorando a roça. A causa do erro técnico se explica por distorções da amostragem entre o urbano e o rural pesquisado.
Mas porque se erra só pra um lado, em favor de candidatos do DEM? Aqui entra a tese da manipulação de resultados. O instituto divulga a opinião de quem o contratou e não a dos pesquisados.
Via de regra, quem contrata pesquisa é veículo de comunicação. Na Bahia existe relação empresarial/familiar/política entre os líderes do DEM e os principais grupos de mídia. Daí, a suspeita de fraude.
Recente pesquisa divulgada pelo Instituto Paraná, contratada pela Rede Record, ligada ao PRB, oposição a Rui e base de ACM Neto, coloca o prefeito na liderança. Erro ou manipulação?
*Robinson Santos Almeida é suplente de deputado federal pelo PT da Bahia, ex-secretário estadual de Comunicação da Bahia é pré-candidato a deputado estadual.









