Feira de Santana: Programa Arte de Viver proporciona encontro de ex-mecânico com a música

Aos oitenta anos de idade, o aposentado Raimundo Neves não se satisfez em apenas curtir seu momento de aposentadoria sem adquirir mais uma experiência para a sua vida. Ex-mecânico, começou a trabalhar novo e passou por muitos lugares do Brasil e até fora dele. Há um ano frequenta a oficina de música do Programa Arte de Viver, realizado pela Prefeitura de Feira de Santana através da Fundação Egberto Costa. Segundo o aposentado, antes da oficina nunca tinha tocado violão, mas guardava consigo uma vontade imensa de aprender a tocar o instrumento, e foi a partir das aulas que ele descobriu uma nova paixão.

“Eu tinha que ter uma atividade. Sempre tive vontade de tocar violão, aí cheguei aqui no Arte de Viver e encontrei essa oportunidade. Como nunca fiquei parado e comecei a trabalhar desde muito novo, construindo plataforma de petróleo, já morei na África, trabalhei na Petrobras, na Odebrecht e depois de aposentado procurei pelas aulas de violão, que só fez a melhorar mais a minha vida”, diz Raimundo.

Turma canta composição própria

O aposentado Raimundo faz parte da turma do Professor Mano Gavazza, que na sua apresentação tocou a música ‘Trem Bala’, de Ana Vilela, e ‘Música é vida’, uma composição própria do grupo.

Plateia repleta de familiares e amigos

O encerramento das oficinas de música do semestre 2017.2 aconteceu no dia 5 de dezembro de 2017 no teatro Ângela Oliveira, do Centro de Cultura Maestro Miro. Os familiares e amigos foram prestigiar os quarenta e quatro alunos que se apresentarem divididos em três turmas.

Professores fazem apresentação de abertura

A abertura do evento foi com uma apresentação dos três professores, Rogerio Ferrer, Mano Gavazza e Rafael Ras, que tocaram e cantaram a música ‘Lamento Sertanejo’ de Dominguinhos e Gilberto Gil.

“A arte tem o poder de transformação e a pessoa busca isto através da prática musical, teatral, seja qual for a escolha”, disse Rogerio Ferraz após se apresentar com sua turma tocando Asa Branca de Luiz Gonzaga.

“Como professor é muito emocionante, é como se tivesse um filho, vendo ele aprendendo a andar. A gente vê ele ganhando independência, e vê que aquele tempo que nos dedicamos não foi em vão. É um curso básico de violão popular, mas eles saem daqui com uma noção básica de como tocar uma música, posicionar o dedo, é muito interessante esse processo de todo semestre tá formando novas pessoas porque é um aprendizado”, ressalta Rafael Ras.

“Pra mim é gratificante demais, porque a gente vê o resultado nos olhos desses alunos. Quando eles compõem, eles dizem ‘essa frase é minha’. Oficinas como essas transformam a vida dessas pessoas. A gente se surpreende muito com o desenvolvimento deles durante as aulas, muitos chegam aqui tímidos e depois estão compondo músicas”, conta Gavazza.


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