Em 2017, IBGE estima safra baiana de grãos 42,6% maior que a de 2016

Gráfico aponta percentual de participação na produção de grãos nos estados brasileiros em dezembro de 2017.
Gráfico aponta percentual de participação na produção de grãos nos estados brasileiros em dezembro de 2017.

A estimativa de 2017, atualizada em dezembro, para a safra baiana de cereais, leguminosas e oleaginosas (grãos), totalizou 8.078.077 toneladas, o que representa um crescimento de 42,6% em relação à de 2016 (5.665.096 toneladas). A área a ser colhida foi estimada em 3.050.718 hectares, mantendo-se em crescimento (12,1%) frente a 2016 (2.721.273 ha). Não houve revisões em relação à estimativa de novembro nem para produção baiana de grãos, nem para a área a ser colhida.

Em relação a 2016 (42,6%), o crescimento previsto para a safra 2017 de grãos na Bahia se consolida acima da média nacional. A estimativa de dezembro para a safra nacional totalizou 240,6 milhões de toneladas, 29,5% (54,8 milhões de toneladas) maior que em 2016 (185,8 milhões de toneladas). A área a ser colhida (61,2 milhões de hectares) cresceu 7,2% frente a 2016 (57,1 milhões de hectares). Em relação à informação de novembro (241,9 milhões de toneladas), a estimativa da produção diminuiu 0,5%.

A Bahia terminou 2017 como o oitavo estado produtor de grãos do país, responsável por 3,4% da safra nacional. Mato Grosso é o líder, sendo responsável por pouco mais ¼ da produção (26,3%), seguido pelo Paraná (17,3%) e Rio Grande do Sul (15,2%).

Dos 34 produtos investigados pelo LSPA na Bahia, 13 tiveram safra maior em 2017, na comparação com o ano anterior. As produções que mais cresceram no estado são as de feijão 2ª safra (233,83% ou 88.845 toneladas); milho 2ª safra (150,98% ou 311.127 toneladas) e café canephora (144,68% ou 71.772 toneladas).

O terceiro prognóstico para a safra nacional 2018 mostra que a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas para o ano foi estimada em 224,3 milhões de toneladas, 6,8% menor que o total da safra de 2017. Essa redução deve-se, principalmente, às menores produções previstas para o milho (15,0 milhões de toneladas) e a soja (2,7 milhões de toneladas).

Em relação ao prognóstico anterior, houve um acréscimo de 4,8 milhões de toneladas (2,2%), devido às boas condições climáticas observadas em dezembro, que proporcionaram impactos positivos, principalmente na produção de soja (3,8%), milho 1ª safra (3,1%) e arroz (2,1%).

Com aumento de quase 10,0% (9,8%) na produção baiana, safra nacional de algodão deve ser 4,5% maior em 2018

Embora não haja prognóstico consolidado da safra de grãos por estado, os dados disponíveis até o momento indicam contribuições positivas da Bahia na produção nacional de algodão herbáceo (safra 2018 9,8% maior que a 2017). O estado, segundo maior produtor do país, deve participar com 22,8% do total a ser colhido em 2018, com uma produção de 914,8 mil toneladas, um crescimento de 9,8% em relação a 2017.

Para o Mato Grosso, maior produtor do País, a estimativa é de 2,7 milhões de toneladas, aumento de 3,2% em relação ao obtido em 2017. Estes dois estados devem contribuir com 89,0% da produção nacional de algodão em 2018, que deve totalizar 4,0 milhões de toneladas, um aumento de 0,2% em relação ao levantamento realizado em novembro. A área plantada e a área a ser colhida aumentaram 0,1% e o rendimento médio aumentou 0,1%. Ao todo, deve ser plantada uma área de 1,0 milhão de hectares de algodão no país.


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