Ação da PF contra o ex-governador Jaques Wagner é política e não técnica, diz Robinson Almeida

Em nota, encaminhada nesta segunda-feira (26/02/2018) ao Jornal Grande Bahia (JGB), o suplente de deputado federal Robinson Almeida (PT/BA) criticou a Operação Cartão Vermelho, qualificando como uma ação midiática. “Depois de 5 anos, na boca da eleição, é deflagrada operação midiática, em que a TV Bahia, de Neto, chegou no local antes da Polícia Federal.”, diz.

Confira a nota ‘Ação da PF contra Wagner é política e não técnica’

1 – O inquérito que motivou o mandado de busca e apreensão é de 2013. Wagner foi ouvido como testemunha em 2017. Nunca foi intimado a depor ou responder perguntas.

2 – Depois de 5 anos, na boca da eleição, é deflagrada operação midiática, em que a TV Bahia, de Neto, chegou no local antes da Polícia Federal.

3 – Wagner, cotado pra ser o candidato a Presidente da República numa eventual interdição de Lula, virou bola da vez.

4 – Wagner lidera em todas as pesquisas a eleição pro Senado. Rui desponta como o principal governador do PT a ser reeleito nesse ano. A Bahia virou o alvo político do golpe em curso no Brasil.

5 – Só após a apuração das denúncias sobre a construção da Arena Fonte Nova, com rigor técnico e lastreada em provas, será possível incriminar alguém.

6 – Não se vê o mesmo rigor e pirotecnia midiática nas investigação das denúncias contra Aécio, Serra, Alckmim e ACM Neto.

7 – Infelizmente, vivemos um estado de exceção e setores de algumas instituições funcionam com interesse político e não republicano.

8 – Não nos iludamos. A operação da PF de Temer quer tirar Jaques Wagner do processo político e derrotar o PT na Bahia.

O caso

A Operação Cartão Vermelho é uma investigação federal que ocorre no âmbito do Caso Lava Jato. O processo judicial tramita no Tribunal Regional Federal da 1º Região (TRF1). A investigação objetiva analisar contratos realizados entre o Estado da Bahia, durante o Governo Wagner, em 2013, com o Consórcio Fonte Nova Participações (FNP), empresa criada com a união das construtoras Odebrecht e OAS, com a finalidade de executar Parceria Público-Privada (PPP) de serviços de demolição, reconstrução e gestão do estádio Arena Fonte Nova, em Salvador.


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