Fechamento da FAFEN, em Camaçari, representa atentado contra segurança nacional e mais um ataque à Petrobras, afirma vereador

Hilton Coelho: Neste período, a Casa Legislativa protagonizou a aprovação, de forma antidemocrática, sem o devido debate interno e com a sociedade, de legislações fundamentais para Salvador.
Hilton Coelho: Neste período, a Casa Legislativa protagonizou a aprovação, de forma antidemocrática, sem o devido debate interno e com a sociedade, de legislações fundamentais para Salvador.

O fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (FAFEN-BA), localizada no Polo Petroquímico, “representa um atentado contra a Petrobras e representa também um atentado à segurança nacional. Será que o governo ilegítimo de Michel Temer não consegue ver que fertilizantes são insumos essenciais à produção agrícola e sua falta representa um ataque ao Brasil? A soberania alimentar está em risco com a medida nefasta do governo federal que passará a depender da importação de fertilizantes”, afirma.

Segundo dados oficiais, a FAFEN-BA foi a primeira fábrica de ureia do Brasil e teve suas operações iniciadas em 1971. É responsável pela produção de 474 mil toneladas/ano de ureia, 474 mil toneladas/ano de amônia e 60 mil toneladas/ano de gás carbônico, tendo os dois primeiros importância fundamental no desenvolvimento da agricultura e da pecuária no Brasil.

“Além de sua importância estratégica e econômica, temos o aspecto social. Só na Bahia, a Fafen emprega cerca de 700 trabalhadores diretos e 1.300 terceirizados. Os produtos da fábrica são utilizados como matéria-prima em várias empresas do Polo Petroquímico de Camaçari. Manifestamos nosso repúdio ao fechamento da Fafen e exigimos que o governo federal recue em sua ação entreguista e nefasta aos interesses do Brasil”, acrescenta o legislador.

Mais de 75% dos insumos nitrogenados já são importados hoje. A dependência externa será total. “O desmonte do setor de fertilizantes já vem sendo denunciado pelas entidades representativas da categoria. O Brasil, mais uma vez, será prejudicado pelo governo usurpador de Temer. A decisão temerária de Pedro Parente, presidente da Petrobras e ao que parece inimigo da empresa estatal, é um atentado contra os interesses do Brasil. Lutaremos contra o fechamento das plantas de fertilizantes da Bahia e Sergipe  e a venda das FAFEN`s  Paraná e Mato Grosso do Sul. Sempre estaremos em defesa da Petrobras e dos interesses do povo”, conclui Hilton Coelho.


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