Operação Trapaça: BRF Food diz que salmonela denunciada em investigação da PF não causa danos à saúde

A BRF Food, uma das maiores empresas de alimento do mundo, dona de marcas como Sadia, Perdigão e Qualy.
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Após a deflagração da 3ª fase da Operação Carne Fraca, na manhã de hoje (05/03/2018), que determinou a prisão temporária de 11 empresários ligados à BRF, a empresa divulgou uma nota alegando que nenhuma das frentes de investigação da Polícia Federal diz respeito a algo que possa causar dano à saúde pública. Segundo a empresa, a Salmonella pullorum é essencialmente de aves e não causa nenhum dano à saúde humana.

O grupo é investigado por fraudar resultados de análises laboratoriais relacionados à contaminação pela bactérias Salmonella pullorum. A BRF alega que, no lote de 46 mil pintos citado na acusação, foram realizadas análises microbiológicas que não identificaram presença da bactéria Salmonella pullorum. Porém, ela foi identificada em matrizes e lotes de frango de corte no mesmo período e os resultados dessas análises foram devidamente notificados ao Serviço Veterinário Estadual e ao Serviço de Inspeção Federal.

Premix

A empresa também é investigada pela prática de adulterar a rastreabilidade do composto Premix, utilizado como complemento vitamínico e mineral às rações fabricadas pela empresa, seja por inserir componentes não permitidos, seja por alterar as porcentagens dos componentes indicadas nas etiquetas. Sobre esse fato, a BRF diz que os processos de produção do Premix seguem normas técnicas nacionais e internacionais.

“Pela rastreabilidade do produto, é possível identificar tudo o que foi incluído no Premix, suas concentrações, origem e destino. Para cada fase da vida do animal, existe uma composição diferente de Premix”. A empresa alega que os e-mails revelados pela investigação são de três anos atrás e o teor das mensagens está sendo investigado pela empresa.

Acusações

Em relação às acusações da ex-funcionária Adriana Marques Carvalho, que afirmou ter sido pressionada por superiores para alterar resultados de análises laboratoriais e simular a rastreabilidade de amostras, a BRF diz que a profissional foi desligada da empresa em julho de 2014 e ingressou com ação trabalhista contra a empresa.

“As acusações da ex-funcionária foram tomadas com seriedade pela companhia, e medidas técnicas e administrativas foram implementadas para aprimorar seus procedimentos internos”, diz a empresa.

A empresa diz que que segue as normas e regulamentos brasileiros e internacionais referentes à produção e comercialização de seus produtos e está mobilizada para prestar todos os esclarecimentos à sociedade. “A companhia reitera que permanece inteiramente à disposição das autoridades, mantendo total transparência na interlocução com seus clientes, consumidores, acionistas e o mercado em geral”.


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