Volume do setor de serviços cai 9,0% na Bahia, de janeiro para fevereiro de 2018, pior desempenho para o mês na série histórica, informa IBGE

Queda de 3,8% do PIB em 2015,é a maior queda registrada desde o início da série histórica atual, iniciada em 1996.
Queda de 3,8% do PIB em 2015,é a maior queda registrada desde o início da série histórica atual, iniciada em 1996.

Em fevereiro de 2018, o volume do setor de serviços teve intenso recuo na Bahia (-9,0%), anulando o crescimento de janeiro (5,6%), na comparação com o mês imediatamente anterior, livre de influências sazonais. Nesse confronto, foi o pior fevereiro da série histórica da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), iniciada em 2012.

De janeiro para fevereiro, a queda dos serviços baianos foi a segunda mais profunda entre os estados, menor apenas que a do Ceará (-16,8%), e exerceu a principal influência negativa na taxa nacional, que ficou praticamente estável (0,1%).

Regionalmente, 15 dos 27 estados tiveram avanço no volume dos serviços em fevereiro, em relação a janeiro. O setor se manteve estável em São Paulo (0,0%).

Frente ao mesmo mês de 2017, em fevereiro, o setor de serviços baiano seguiu em queda (-8,6%), com desempenho também pior que a média nacional (-2,2%) e aumentando o ritmo de recuo em relação a janeiro (-3,2%). O recuo, nessa comparação, também foi o maior da série histórica da PMS, e o estado exerceu a terceira maior influência negativa no resultado dos serviços no país, ao lado de Rio de Janeiro (-2,6%) e São Paulo (-0,7%).

Nesse confronto, os serviços caíram em 22 dos 27 estados, com destaques positivos para Roraima (3,3%), Paraná (2,7%) e Amapá (1,1%).

Nos dois primeiros meses de 2018, os serviços acumulam queda de 5,8% na Bahia; no acumulado nos 12 meses encerrados em fevereiro, o setor também recua (-5,0%). Em ambos os casos, o desempenho está pior que a média nacional (-2,8% e -1,4% respectivamente) e houve aprofundamento da queda em relação a janeiro (-3,2% e -4,8% respectivamente).

No acumulado em 2018, apenas três estados têm crescimento no setor de serviços: Mato Grosso (2,9%), Paraná (0,9%) e Amapá (0,5%). Nos 12 meses encerrados em fevereiro (taxa anualizada), os serviços crescem somente em Mato Grosso (17,2%) e Paraná (5,1%).

Em fevereiro, 4 das 5 atividades de serviços recuam na Bahia: serviços de informação (-13,5%) e profissionais (-13,3%) são principais influências negativas

Frente ao mesmo mês de 2017, em fevereiro de 2018 (-8,6%), quatro das cinco atividades de serviços pesquisadas tiveram resultados negativos na Bahia. As maiores quedas foram as dos outros serviços (-17,42%), serviços de informação e comunicação (-13,5%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (-13,3%).

Por seu peso na estrutura de serviços do estado, os serviços de informação e os serviços profissionais exerceram as principais influências negativas no estado.

Os serviços de informação e comunicação (-13,5%) têm o segundo maior peso na estrutura dos serviços na Bahia e já vinham em queda desde junho de 2017, mas apresentaram, dos dois primeiros meses de 2018, uma importante aceleração no recuo. A atividade reúne serviços de telecomunicações, aqueles ligados à tecnologia da informação, audiovisuais, de edição, agências de notícias e outros.

Os serviços profissionais, administrativos e complementares (-13,3%) também são uma pressão negativa importante na Bahia desde março de 2017 e voltaram a acelerar o ritmo de queda em fevereiro (haviam recuado 4,5% em janeiro).

A única atividade de serviços com variação positiva na Bahia, em fevereiro, foi a de  Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (0,6%), que, por ter o maior peso na estrutura do setor no estado, ajudou a segurar um pouco a já acentuada queda de fevereiro.

Serviços ligados ao turismo na Bahia recuam tanto na comparação com janeiro (-9,4%) quanto frente a fevereiro de 2017 (-8,1%)

De janeiro para fevereiro, as atividades de serviços ligadas ao turismo na Bahia tiveram queda de 9,4%, a maior entre os 12 estados onde esse agregado é investigado e bem mais intensa que a média nacional (-4,0%). Essa comparação desconsidera fatores sazonais, como o Carnaval, por exemplo.

Entretanto, o resultado do turismo baiano também foi negativo na comparação com fevereiro de 2017 (-8,1%), um desempenho abaixo da média (-5,2%) e o segundo pior entre os 12 estados – acima apenas do Distrito Federal (-9,8%).

Assim, em 2018, o volume das atividades turísticas acumula queda de 2,4% no estado, em relação ao mesmo período de 2017 – mesma variação da média nacional. Nos 12 meses encerrados em fevereiro, o turismo na Bahia ainda está no positivo (0,7%), enquanto, no país como um todo, há um recuo de 5,5%.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.