Almirante Barroso, biografia

Francisco Manoel Barroso da Silva nasceu em Lisboa, em 1804; veio para o Brasil, com seus pais e a Família Real Portuguesa, chegando ao Rio de Janeiro em 1808.

Ingressou como Aspirante na Academia de Marinha em 1821. Como Guarda-Marinha e, depois, como Tenente, lutou na Guerra da Cisplatina, a bordo de navios da Marinha Imperial brasileira. Participou de diversos combates; atuou na repressão à Revolta da Cabanagem, na Província do Pará, e na Guerra dos Farrapos, no Sul, durante o Período Regencial.

Participou da Guerra da Tríplice Aliança contra o Paraguai, operando no Rio Paraná e, depois, no Rio Paraguai, até a Batalha de Curupaiti.

Comandou a Força Naval brasileira que venceu, em 11 de junho de 1865, a Batalha Naval do Riachuelo, no Rio Paraná. A vitória foi alcançada graças à coragem e a iniciativa de Barroso, que após conseguir sair da armadilha montada pelos paraguaios, nas proximidades da foz do Riachuelo (canhões e tropas na margem do rio, navios e chatas artilhadas), retornou ao local e empregou a Fragata Amazonas, sua capitânia, para abalroar e destruir navios inimigos. A Esquadra paraguaia foi praticamente aniquilada, não tendo mais papel relevante nessa guerra. Manteve-se o bloqueio que impediu o Paraguai de receber armamento e até os navios encouraçados que encomendara no exterior. As tropas paraguaias retrocederam para dentro do território do Paraguai por verem seu flanco e sua logística ameaçados.

Barroso faz parte de uma geração que se destacou pela competência e bom êxito alcançado em uma fase da história do Brasil que foi fundamental para que as gerações atuais herdassem este País de proporções quase continentais, com riquezas invejáveis e uma cultura única.

Como Vice-Almirante em 1868, serviu no gabinete do Ministro da Marinha. Deixou o serviço ativo como Almirante e fixou residência em Montevidéu, no Uruguai onde faleceu, em 1882.

Barroso era um homem do mar, o paradigma do comandante de navio veleiro do século XIX, que passara boa parte de sua vida pisando num convés. Era austero, objetivo e disciplinador. Tamandaré o tinha como amigo e o manteve como seu Chefe-de-Estado-Maior das Forças Navais em Operações no Rio da Prata, de abril de 1865 a dezembro de 1866.

*Com informações da Marinha do Brasil.


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