Experimentar a alegria de competir e atingir uma meta em equipe, diz Papa Francisco sobre o esporte

O Papa Francisco, na Carta ao Cardeal Farrell, recorda que “o esporte é uma riquíssima fonte de valores e virtudes, que nos ajuda a melhorar: “Todo cristão, na medida em que se santifica, se torna mais fecundo para o mundo”.
O Papa Francisco, na Carta ao Cardeal Farrell, recorda que “o esporte é uma riquíssima fonte de valores e virtudes, que nos ajuda a melhorar: “Todo cristão, na medida em que se santifica, se torna mais fecundo para o mundo”.

O Papa Francisco enviou uma Carta ao Cardeal Kevin Farrell, Prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, por ocasião da publicação do documento “Dar o melhor de si”, sobre a perspectiva cristã do esporte e da pessoa humana.

O novo documento foi apresentado na manhã desta sexta-feira (01/06/2018), na Sala de Imprensa da Santa Sé, pelo Cardeal Farrell. Entre os participantes encontrava-se o brasileiro Alexandre Borges de Magalhães, autor do livro “Esporte e compromisso Cristão”, publicado no Brasil em 2013.

Em sua Carta ao Cardeal Farrell, o Papa expressou sua alegria por esta nova publicação do Dicastério, que tem como objetivo evidenciar o papel da Igreja no mundo do esporte e ressaltar como o esporte pode ser instrumento de encontro, formação, missão e santificação.

O esporte, explicou Francisco, é um lugar de encontro, onde as pessoas, de todos os níveis e condições sociais, se unem para obter um resultado comum.

Em uma cultura, dominada pelo individualismo e pelo descarte das jovens gerações e dos idosos, “o esporte é um âmbito privilegiado, no qual as pessoas se encontram, sem distinção de raça, sexo, religião ou ideologia; onde também podem experimentar a alegria de competir e atingir uma meta em equipe.

A disciplina esportiva envolve, não apenas os companheiros de uma equipe ou time, mas também os dirigentes, treinadores, torcedores, a família e todos os que se esforçam e se dedicam “dando o melhor de si”. Isto faz com que o esporte seja um catalisador de experiências comunitárias e familiares e um lugar de união e encontro entre as pessoas.

O esporte, afirmou o Papa, é também um veículo de formação. Hoje, mais do que nunca, devemos apostar nos jovens, na sua formação e no seu desenvolvimento integral.

Sabemos que as novas gerações se inspiram nos atletas e desportistas, que, por sua vez, devem dar exemplo de virtudes, como a generosidade, humildade, sacrifício, constância e alegria; devem ainda contribuir para o espírito de equipe, o respeito, a saudável competição e solidariedade com os outros.

Por fim, em sua Carta, o Santo Padre evidenciou a função do esporte como instrumento de missão e santificação. A Igreja, afirmou, é chamada a ser sinal de Jesus Cristo no mundo, também mediante o esporte nos oratórios, nas paróquias, escolas e associações.

É importante, salientou Francisco, transmitir a alegria que brota do esporte, que pode abrir caminhos para Cristo, em todo e qualquer lugar; as pessoas, ao darem testemunho desta alegria, em ambiente comunitário, se tornam mensageiras da Boa Nova de Jesus.

“Dar o melhor de si” no esporte, – como diz o título do novo documento vaticano, – é um convite a aspirar à santidade, um convite muito oportuno, sobretudo, em vista do próximo Sínodo para os Jovens.

Por isso, afirmou Francisco, é preciso aprofundar a íntima relação existente entre esporte e vida. Tal busca nos conduz, com a graça de Deus, a atingirmos a plenitude da vida, que se chama “santidade”.

O Papa concluiu sua Carta ao Cardeal Farrell recordando ainda que “o esporte é uma riquíssima fonte de valores e virtudes, que nos ajuda a melhorar: “Todo cristão, na medida em que se santifica, se torna mais fecundo para o mundo”.

Logo, para o desportista cristão, “a santidade consiste em viver o esporte como meio de encontro, formação da personalidade, testemunho e anúncio da alegria evangélica”.


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