Feira de Santana: livro ‘O Processo de Cassação da Rádio Cultura’ é lançado na Biblioteca Municipal Arnold Silva

Capa do livro ‘O Processo de Cassação da Rádio Cultura’.
Capa do livro ‘O Processo de Cassação da Rádio Cultura’.
Capa do livro ‘O Processo de Cassação da Rádio Cultura’.
Capa do livro ‘O Processo de Cassação da Rádio Cultura’.

A Fundação Municipal Egberto Costa está convidando para o lançamento do livro ‘O Processo de Cassação da Rádio Cultura’, organizado pelo jornalista e memorialista Dimas Oliveira. O local do evento será a Biblioteca Municipal Arnold Silva, no dia 13 de julho de 2018, às 19:30 horas.

A data lembra os 44 anos em que foi levada ao ar – em 1974 – a entrevista do então deputado federal Francisco Pinto, feita pelo radialista Lucílio Bastos, quando o parlamentar reiterou críticas ao presidente do Chile general Augusto Pinochet, presente em Brasília para a posse do presidente Ernesto Geisel. As palavras foram consideradas ofensivas ao chefe-de-estado de nação estrangeira.

O diretor presidente da Fundação, Antônio Carlos Daltro Coelho, considera “importante o resgate da memória do episódio político”. Coelho é citado no livro, pois foi um dos poucos feirenses que visitou Chico Pinto na prisão. Na época, ele era vereador.

O livro é uma edição do Núcleo de Preservação da Memória Feirense, órgão da Fundação Senhor dos Passos, do qual Dimas Oliveira é integrante. Tem apoio de empresas feirenses. A impressão é da Samp Gráfica Editora.

‘O Processo de Cassação da Rádio Cultura’ é uma compilação das peças do processo que resultou no fechamento da Rádio Cultura de Feira de Santana, que teve seu funcionamento cassado em março de 1975. A emissora foi reaberta dez anos depois, em julho de 1985.

O que motivou o fechamento da emissora, após suspensão de 15 dias, foi entrevista do então deputado federal Francisco Pinto, feita pelo radialista Lucílio Bastos

A fala de Pinto virou peça do processo contra ele, movido pelo ministro da Justiça Armando Falcão, baseado na Lei de Segurança Nacional.

A publicação trata sobre Francisco Pinto ter cumprido seis meses de prisão especial no quartel do 1º Batalhão de Polícia Militar de Brasília e sobre as inúmeras visitas que recebeu mais a greve de fome que fez.

A obra é resultado de pesquisa feita a partir de material disponível no Arquivo Nacional, instituição que é responsável pela preservação e difusão de documentos da administração pública federal. Também são reproduzidos registros da imprensa sobre o episódio histórico. Reproduções de fotos e fac-símiles integram galeria de imagens.

Como é dito na apresentação do livro, feita por Thomas Oliveira: “Os próprios fatos que compõem o livro falam por si. Não existe tomada de posição do organizador, que tão somente traz à luz documentos que estiveram como confidenciais, secretos e sigilosos”.


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