Eleições 2018: Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso apela por união de candidatos fora dos extremos em torno de quem tiver mais chance de vencer eleição

Fernando Henrique Cardoso (FHC): O Brasil precisa não de “candidatos”, mas de líderes que tenham visão de estadistas e mostrem ao povo os caminhos da esperança.
Fernando Henrique Cardoso (FHC): O Brasil precisa não de “candidatos”, mas de líderes que tenham visão de estadistas e mostrem ao povo os caminhos da esperança.
Fernando Henrique Cardoso (FHC):Ante a dramaticidade do quadro atual, ou se busca a coesão política, com coragem para falar o que já se sabe e a sensatez para juntar os mais capazes para evitar que o barco naufrague, ou o remendo eleitoral da escolha de um salvador da Pátria ou de um demagogo, mesmo que bem intencionado, nos levará ao aprofundamento da crise econômica, social e política.
Fernando Henrique Cardoso (FHC):Ante a dramaticidade do quadro atual, ou se busca a coesão política, com coragem para falar o que já se sabe e a sensatez para juntar os mais capazes para evitar que o barco naufrague, ou o remendo eleitoral da escolha de um salvador da Pátria ou de um demagogo, mesmo que bem intencionado, nos levará ao aprofundamento da crise econômica, social e política.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC, PSDB) fez um apelo nesta quinta-feira (20/09/2018), em carta endereçada aos eleitores, para que os candidatos fora dos extremos políticos se unam em torno do nome entre os presidenciáveis deste grupo que tiver maiores chances de vencer a eleição de outubro.

Sem citar candidatos nominalmente, o ex-presidente, que é presidente de honra do PSDB, afirma que a eleição presidencial deste ano é um “momento decisivo” e que qualquer um dos extremos desta eleição —em alusão a Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), líder e vice-líder nas pesquisas de intenção de voto— terão dificuldades de adotar as medidas que, ele avalia, o país precisa.

“A gravidade de uma facada com intenções assassinas haver ferido o candidato que está à frente nas pesquisas eleitorais deveria servir como um grito de alerta: basta de pregar o ódio, tantas vezes estimulado pela própria vítima do atentado. O fato de ser este o candidato à frente das pesquisas e ter ele como principal opositor quem representa um líder preso por acusações de corrupção mostra o ponto a que chegamos”, disse.

Fernando Henrique se referia a Bolsonaro, alvo de uma facada no começo do mês, e a Haddad, apoiado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde abril para cumprir pena por corrupção e lavagem de dinheiro.

“É preciso revalorizar a virtude da tolerância à política, requisito para que a democracia funcione. Qualquer dos polos da radicalização atual que seja vencedor terá enormes dificuldades para obter a coesão nacional suficiente e necessária para adoção das medidas que levem à superação da crise”, escreveu o tucano.

“Sem que haja escolha de uma liderança serena que saiba ouvir, que seja honesto, que tenha experiência e capacidade política para pacificar e governar o país; sem que a sociedade civil volte a atuar como tal e não como massa de manobra de partidos; sem que os candidatos que não apostam em soluções extremas se reúnam e decidam apoiar quem melhores condições de êxito eleitoral tiver, a crise tenderá certamente a se agravar”, avaliou.

Fernando Henrique já declarou publicamente apoio ao candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, e tem dito ver no presidenciável qualidades que avalia importantes para o momento do país, como a tolerância e o fato de ser um democrata.

Alckmin, no entanto, ainda não conseguiu decolar nas pesquisas de intenção de voto e, para tentar melhorar seu desempenho e buscar chegar ao segundo turno, decidiu subir o tom tanto contra Bolsonaro quanto contra o PT.

Pesquisa Datafolha divulgada na madrugada desta quinta mostrou Bolsonaro na liderança, com 28% da preferência do eleitorado, seguido por Haddad, com 16%, Ciro Gomes (PDT), com 13%, Alckmin, com 9%, e Marina Silva (Rede), com 7%.

*Com informações do Reuters.


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