Eleições 2018: durante debate na Record, José Ronaldo diz que a Bahia tem os piores índices sociais do Brasil

José Ronaldo: Promessas, só promessas e agora está prometendo tudo de novo. O povo não pode viver só de promessas.
José Ronaldo: Promessas, só promessas e agora está prometendo tudo de novo. O povo não pode viver só de promessas.
José Ronaldo: Promessas, só promessas e agora está prometendo tudo de novo. O povo não pode viver só de promessas.
José Ronaldo: Promessas, só promessas e agora está prometendo tudo de novo. O povo não pode viver só de promessas.

O candidato a governador pela coligação Coragem para Mudar a Bahia, José Ronaldo, foi enfático ao denunciar os dados negativos do estado durante o debate da Rede Record, realizado na tarde deste sábado (29/09/2018). José Ronaldo refletiu diante dos concorrentes e da apresentadora Carla Cecato que a Bahia lidera negativamente em todas as áreas sociais, sendo campeã nacional em desemprego, com 1,3 milhão de trabalhadores fora do mercado de trabalho; está classificada em último lugar no ensino médio, segundo o Ideb; além de ser campeã nacional em número de crimes violentos, com mais de 7 mil assassinatos em 2017.

José Ronaldo relacionou os números negativos à falta de ação do governo do PT, que, segundo ele, gasta R$ 210 milhões em propaganda e investe apenas R$ 57 milhões em segurança pública. O candidato do Democratas criticou também o governo do estado por não reajustar o salário dos servidores durante quatro anos, prejudicando seriamente o funcionalismo. ”A violência cresceu 98% na Bahia nos últimos 12 anos, somos o estado com maior número de homicídios no Brasil, dados do mapa da violência. Das cinco cidades mais violentas, quatro estão na Bahia. São Paulo tem 40 milhões de habitantes e teve 3,5 mil assassinatos em 2017. Na Bahia, com uma população de 15 milhões, foram assassinadas 7.161 pessoas. Recorde no Brasil, lamentavelmente”.

José Ronaldo lamentou o fato de o governador Rui Costa, candidato à reeleição, não ter comparecido devido a morte de uma pessoa da família, pois sua presença era importante para ampliar o debate em torno de questões como fechamento de unidades hospitalares, falta de projetos de irrigação, construção de barragens e o ‘esquecimento’ da construção da ferrovia Salvador-Feira de Santana. “Promessas, só promessas e agora está prometendo tudo de novo. O povo não pode viver só de promessas”, criticou.

José Ronaldo direcionou perguntas aos concorrentes sempre salientando o fato de a Bahia hoje estar na pior posição tanto na educação, como em todos os demais indicadores sociais, como saúde, desigualdade, desemprego, segurança pública e pobreza. “A podreza na Bahia hoje é a prior do Brasil. O desemprego é recorde. A Bahia é campeã em tudo negativo. É preciso ter um debate tete-a-tete com o governador para que ele explique tudo isso”.

Questionado sobre questões relacionadas a educação, José Ronaldo lamentou o abandono das universidades estaduais, lembrando que foi aluno da UEFS – Universidade Estadual de Feira de Santana. Lembrou que enquanto foi prefeito de Feira de Santana nunca deixou de dar o reajuste anual aos servidores, sempre pagando os professores acima do piso nacional. “Continuaremos sendo responsáveis e vou pagar a URV e melhorar o salário dos policiais. Sou servidor público, falo com conhecimento de causa”. O candidato também criticou obras como a Fonte Nova que consome R$ 950 milhões por ano do governo do estado e outras obras como a da Ponte Salvador -Itaparica, que já consumiu R$ 86 milhões em projetos e o desperdício do dinheiro público na reforma do Centro de Convenções, onde foram gastos R$ 35 milhões antes do mesmo desabar.

Nas considerações finais, José Ronaldo falou sobre o apoio do prefeito ACM Neto e da luta contra a máquina do estado. “O que nos move é a certeza de que o povo baiano merece uma vida melhor. Sou servidor público há 48 anos. Sou um homem de vida limpa e me orgulho disso e quero fazer o melhor pela Bahia”.


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