São Domingos perde investimentos após vereadores negarem suplementação do orçamento

Servidores públicos e moradores de São Domingos ocupam prédio da Câmara Municipal.
Servidores públicos e moradores de São Domingos ocupam prédio da Câmara Municipal.
Servidores públicos e moradores de São Domingos ocupam prédio da Câmara Municipal.
Servidores públicos e moradores de São Domingos ocupam prédio da Câmara Municipal.

Em uma tumultuada sessão da Câmara Municipal de São Domingos, na última terça (02/10/2018), os vereadores da cidade negaram a suplementação do orçamento municipal. Mesmo com recurso no caixa da prefeitura, que ampliou a receita em mais de R$4 milhões, os recursos não podem ser utilizados sem a autorização do legislativo. Diante da decisão, populares e servidores municipais, cujo salários serão afetados, ocuparam a Câmara e a entrada do prédio.

A solicitação de abertura de 30% em Crédito Suplementar ao Orçamento do Exercício Financeiro de 2018 foi enviada ao legislativo pelo prefeito Isaque Júnior. A solicitação da suplementação não foi aprovada em primeira votação, durante a sessão ordinária do dia 27 de setembro. Colocado para segunda votação durante a sessão realizada nesta última terça-feira, os vereadores de oposição Genival, Herbert, Givalda, Marcão e Rocha, votaram novamente contra o projeto de Lei, negando a suplementação por cinco votos a três.

O prefeito Izaque destaca que os edis poderiam propor emenda de 20 ou até 10% em relação à solicitação, “mas preferiram fazer desse ato, um evento político, travando os serviços básicos e essenciais ofertados à população, impossibilitando que a prefeitura possa arcar com pagamento de salário dos servidores, fornecedores e demais serviços que dependem da gestão municipal”.

O gestor ressalta ainda que o aumento da receita do município foi em torno de R$4 milhões, sendo que esses devem ser distribuídos na saúde, educação, assistência social, infraestrutura e agricultura. A Prefeitura tem recurso em conta e solicitou a suplementação para manter todos os serviços funcionando até o final do ano. Com a rejeição da Câmara, a prefeitura precisou adotar o regime turnão (8 às 13 horas) no funcionamento das secretarias, reduzindo o custo com atendimentos.


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