Papa Francisco institui ciclo de estudos em Ciências da Paz na Universidade Lateranense

Pontifícia Universidade Lateranense.
Pontifícia Universidade Lateranense.

O Papa Francisco coloca “este novo fruto do zelo da Igreja” sob a proteção de São João XXIII e Paulo VI “verdadeiros arautos da paz no mundo e que tanto contribuíram para o desenvolvimento do magistério nesse campo.

“O desejo de paz que vem da família humana sempre contou com o esforço da Igreja a fim de ajudar a libertar os homens e mulheres das tragédias da guerra e aliviar suas perigosas consequências”, destaca o Papa Francisco no texto.

O Papa Francisco institui na Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma, um ciclo de estudos em Ciências da Paz.

É o que afirma o Pontífice na carta enviada ao chanceler da Pontifícia Universidade Lateranense, cardeal Angelo De Donatis, vigário do Papa para a Diocese de Roma, por ocasião da inauguração do Ano Letivo dessa universidade em seus 246 anos de fundação.

Diálogo é capaz de extinguir o ódio

Francisco afirma que no tempo presente, em que “aumenta a necessidade de prevenir e resolver conflitos, a Igreja, à luz do Evangelho, sente-se chamada a inspirar e apoiar toda iniciativa que assegure aos diferentes povos e países um caminho de paz, fruto do diálogo autêntico, capaz de extinguir o ódio, abandonar o egoísmo e a auto-referencialidade, superar os desejos de poder e ultraje dos mais fracos e últimos”.

Para ser uma mediadora crível diante da opinião pública mundial, a Igreja é chamada «a favorecer a solução dos problemas relativos à paz, concórdia, meio ambiente, defesa da vida, direitos humanos e civis», destaca o Papa, citando um trecho da Exortação apostólica Evangelii gaudium.

Superar conflitos através da diplomacia

“Uma tarefa realizada também através da ação que a Santa Sé conduz na Comunidade internacional e em suas instituições, trabalhando com os instrumentos da diplomacia a fim de superar os conflitos com os meios pacíficos e a mediação, a promoção e o respeito pelos direitos humanos fundamentais, o desenvolvimento integral de povos e países”, frisa ainda o Pontífice na carta.

Segundo o Papa, para perseguir este objetivo, “o mundo universitário desempenha um papel central, lugar símbolo do humanismo integral que precisa continuamente ser renovado e enriquecido, para que possa produzir uma renovação cultural corajosa que o momento presente exige”.

“Esse desafio interpela também a Igreja que, com sua rede mundial de universidades eclesiásticas, pode «dar a contribuição decisiva do fermento, do sal, da luz do Evangelho de Jesus Cristo e da Tradição viva da Igreja, sempre aberta a novos cenários e novas propostas», ressalta o Papa.

Inter e transdisciplinaridade

Animado pelo desejo de transpor no âmbito acadêmico e dotar de método científico esse patrimônio de valores e ações, o Papa institui na Pontifícia Universidade Lateranense “um ciclo de estudos em Ciências da Paz, para o qual os campos teológico, filosófico, jurídico, econômico e social contribuem segundo o critério da inter e da transdisciplinaridade”.

“A estrutura curricular irá, portanto, valer-se de cursos ministrados pelas Faculdades e Institutos da Universidade Lateranense para conferir os graus acadêmicos de Bacharelato e Mestrado na conclusão, respectivamente, de um primeiro ciclo trienal e um biênio de especialização.”

São João XXIII e Paulo VI

Francisco pede para que “seja garantida uma específica formação científica de sacerdotes, consagrados e leigos”: para as Ciências da Paz poderão olhar com confiança os bispos diocesanos, os ordinários castrenses, as Conferências episcopais, os superiores e superioras de várias formas de vida consagrada, os responsáveis de associações e movimentos de laicato e todos os que desejarem, a fim de promover uma preparação adequada dos atuais e futuros agentes de paz.

O Papa coloca “este novo fruto do zelo da Igreja” sob a proteção de São João XXIII e Paulo VI “verdadeiros arautos da paz no mundo e que tanto contribuíram para o desenvolvimento do magistério nesse campo”, e o confia a Nossa Senhora Rainha da Paz para que “ajude a entender e a viver a fraternidade que o coração de seu Filho pede e de onde vem a paz verdadeira”.

*Com informações do Vaticano News.


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