Setores estratégicos da França são espionados pelos EUA, revela Le Figaro

O jornal Le Figaro apresenta reportagem sobre espionagem americana na França.
O jornal Le Figaro apresenta reportagem sobre espionagem americana na França.
O jornal Le Figaro apresenta reportagem sobre espionagem americana na França.
O jornal Le Figaro apresenta reportagem sobre espionagem americana na França.

O jornal Le Figaro traz uma reportagem especial e exclusiva nesta quarta-feira (14/11/2018) sobre espionagem americana na França. O diário obteve informações em primeira mão da Direção Geral da Segurança Interior (DGSI), que afirma que setores estratégicos do país, como aeronáutica, nuclear, energia, saúde e pesquisa estão particularmente expostos.

“Como os Estados Unidos espionam nossas empresas” é a manchete de capa do Le Figaro que afirma, baseado em um documento da DGSI, que a França é alvo de ataques precisos, com o objetivo de obtenção de informações e ingerência econômica. “Suspeite de seus amigos!”, adverte o jornal.

Le Figaro revela trechos inteiros do relatório elaborado pela DGSI. Segundo o órgão, “os atores americanos realizam uma estratégia de conquista de mercados para exportação que se traduz em uma política ofensiva em favor dos interesses econômicos deles”. Essa estratégia, garante o órgão, “tem o objetivo de favorecer as empresas americanas diante de seus concorrentes estrangeiros, e é realizada tanto por entidades públicas como privadas – administrativas, empresas, consultórios de advocacia e conselho, etc”.

Segundo o jornal, o principal setor alvo das espionagens americanas é o da aeronáutica francesa, onde a concorrência com os Estados Unidos é forte e se dá em um momento em que o país realiza manobras para favorecer a Boeing nos mercados, aproveitando-se das dificuldades conjunturais que enfrenta a europeia Airbus. A DGSI salienta que desde 2015 espiões americanos vêm tendo acesso a dados estratégicos da empresa.

Pesquisa e inovação francesas no alvo dos EUA

Instituições de tamanho mais modesto também não escapam, ressalta Le Figaro. O documento da DGSI afirma que atores públicos e privados americanos se interessam pela pesquisa e inovação francesas, financiando programas ou projetos na França para serem desenvolvidos nos Estados Unidos. O que pode parecer uma simples lógica de negócios serviria, segundo a reportagem, para se apropriar do conhecimento e novas tecnologias francesas.

“Em 2016, duas agências ligadas ao Pentágono conseguiram obter informações sobre programas de pesquisa de vários estabelecimentos públicos franceses através de pesquisadores”, destaca o jornal. Na mesma época, houve uma grande suspeita que os serviços americanos tivessem hackeado os computadores do Ministério da Economia francês, reitera.

Em editorial, Le Figaro avalia que a situação é tão alarmante que é preciso começar a questionar a amizade entre a França e os Estados Unidos. Amizade, aliás, particularmente abalada pelo comportamento do presidente americano, Donald Trump, não apenas pelos ataques contra o chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, na terça-feira (13) pelo Twitter. Mas por todas as decisões dos dois primeiros anos desta administração americana que demonstra a priorização do unilateralismo em Washington. O jornal Le Figaro traz uma reportagem especial e exclusiva nesta quarta-feira (14) sobre espionagem americana na França. O diário obteve informações em primeira mão da Direção Geral da Segurança Interior (DGSI), que afirma que setores estratégicos do país, como aeronáutica, nuclear, energia, saúde e pesquisa estão particularmente expostos.

“Como os Estados Unidos espionam nossas empresas” é a manchete de capa do Le Figaro que afirma, baseado em um documento da DGSI, que a França é alvo de ataques precisos, com o objetivo de obtenção de informações e ingerência econômica. “Suspeite de seus amigos!”, adverte o jornal.

Le Figaro revela trechos inteiros do relatório elaborado pela DGSI. Segundo o órgão, “os atores americanos realizam uma estratégia de conquista de mercados para exportação que se traduz em uma política ofensiva em favor dos interesses econômicos deles”. Essa estratégia, garante o órgão, “tem o objetivo de favorecer as empresas americanas diante de seus concorrentes estrangeiros, e é realizada tanto por entidades públicas como privadas – administrativas, empresas, consultórios de advocacia e conselho, etc”.

Segundo o jornal, o principal setor alvo das espionagens americanas é o da aeronáutica francesa, onde a concorrência com os Estados Unidos é forte e se dá em um momento em que o país realiza manobras para favorecer a Boeing nos mercados, aproveitando-se das dificuldades conjunturais que enfrenta a europeia Airbus. A DGSI salienta que desde 2015 espiões americanos vêm tendo acesso a dados estratégicos da empresa.

Pesquisa e inovação francesas no alvo dos EUA

Instituições de tamanho mais modesto também não escapam, ressalta Le Figaro. O documento da DGSI afirma que atores públicos e privados americanos se interessam pela pesquisa e inovação francesas, financiando programas ou projetos na França para serem desenvolvidos nos Estados Unidos. O que pode parecer uma simples lógica de negócios serviria, segundo a reportagem, para se apropriar do conhecimento e novas tecnologias francesas.

“Em 2016, duas agências ligadas ao Pentágono conseguiram obter informações sobre programas de pesquisa de vários estabelecimentos públicos franceses através de pesquisadores”, destaca o jornal. Na mesma época, houve uma grande suspeita que os serviços americanos tivessem hackeado os computadores do Ministério da Economia francês, reitera.

Em editorial, Le Figaro avalia que a situação é tão alarmante que é preciso começar a questionar a amizade entre a França e os Estados Unidos. Amizade, aliás, particularmente abalada pelo comportamento do presidente americano, Donald Trump, não apenas pelos ataques contra o chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, na terça-feira (13) pelo Twitter. Mas por todas as decisões dos dois primeiros anos desta administração americana que demonstra a priorização do unilateralismo em Washington.

*Com informações da RFI.


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