Jornal francês lembra promessa brasileira de reflorestar 12 milhões de hectares de floresta

Ao final da temporada de fogo na Amazônia, o Greenpeace esteve em campo para registrar o estrago deixado pelas queimadas.
Ao final da temporada de fogo na Amazônia, o Greenpeace esteve em campo para registrar o estrago deixado pelas queimadas.
Ao final da temporada de fogo na Amazônia, o Greenpeace esteve em campo para registrar o estrago deixado pelas queimadas.
Ao final da temporada de fogo na Amazônia, o Greenpeace esteve em campo para registrar o estrago deixado pelas queimadas.

O jornal econômico Les Echos lembra na edição desta segunda-feira (03/12/2018), que o Brasil se comprometeu a reflorestar 12 milhões de hectares de floresta até 2030 para lutar contra o aquecimento do planeta. A reportagem cita iniciativas de empresas e ONGs para combater o desastre climático, como o Instituto Socioambiental e o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa.

A Aliança pela Restauração na Amazônia, por exemplo, reúne 50 organizações da sociedade civil, empresas, institutos governamentais e de pesquisas. O objetivo do grupo é plantar 73 milhões de árvores em 300 mil hectares, ou seja, o maior projeto de reflorestamento atualmente em curso no planeta.

Há iniciativas externas, como a da Noruega, que contribui com o Fundo Amazônia. O objetivo norueguês é de injetar R$ 200 milhões em projetos que associem reflorestamento e lógica comercial.

No entanto, as ameaças são muitas, aponta Les Echos. As taxas de desmatamento continuam galopantes. Segundo o Instituto Imazon do Homem e do Meio Ambiente, de agosto de 2017 a julho de 2018, 300 mil hectares de mata desapareceram, ou seja, 75 vezes a extensão de Paris.

Vigilância por satélite

As imagens de satélite mostram que 83% da superfície desmatada foram transformadas em pastos ou monoculturas. O jornal francês fala sobre as vantagens que a tecnologia digital oferece para vigiar a floresta. Como a startup Terras, de Belém, que cruza dados ambientais com resultados das explorações agrícolas. A Terras também facilita o acesso de projetos sustentáveis a empréstimos de bancos que se recusam a financiar o desmatamento.

Les Echos cita a aplicação Alerta Clima Indígena, concebida especialmente para as populações indígenas, com o objetivo de vigiar, através de rastreamento por satélite, os cultivos ilegais, queimadas e pesca clandestina.

Bolsonaro despreza opiniões de futuros ministros

Mas o jornal econômico também traz outras facetas ambientais menos promissoras do Brasil. O correspondente de Les Echos no Brasil fala que o novo presidente Jair Bolsonaro decidiu cancelar a COP 25, sem se importar com a opinião dos futuros ministros.

“Para que ser anfitrião do encontro se o Brasil vai estar no banco dos réus? ”. Essa foi a reflexão do ex-capitão, segundo Les Echos, que já deixou claro que não aprova o Acordo de Paris. “Ninguém tem dúvidas de que sobre o tema, a decisão vai ser só de Bolsonaro”, diz o jornal econômico.

*Com informações da Agência RFI.


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