Em janeiro de 2019, inflação da Região Metropolitana de Salvador ficou em 0,37%

Tabela apresenta dados sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) da Região Metropolitana de Salvador, referente ao mês de janeiro de 2019.
Tabela apresenta dados sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) da Região Metropolitana de Salvador, referente ao mês de janeiro de 2019.

Em janeiro de 2019, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medida oficial da inflação, ficou em 0,37% na Região Metropolitana de Salvador (RMS), desacelerando em relação à taxa de dezembro (0,56%), mas ficando ligeiramente acima da inflação de janeiro de 2018 (0,35%).

O IPCA de janeiro na RM Salvador ficou um pouco acima da média nacional (0,32%) e foi o 3º maior entre as 16 regiões pesquisadas separadamente pelo IBGE. A inflação no mês passado foi mais alta na Região Metropolitana de Belo Horizonte (0,70%), seguida pela RM Rio de Janeiro (0,49%).

Nos 12 meses encerrados em janeiro, a inflação na RM Salvador acumula alta de 4,06%, ligeiramente acima dos 4,04% registrados nos 12 meses encerrados em dezembro e da média nacional nesta comparação (3,78%), além de ser o maior acumulado em 12 meses desde abril de 2017 (4,08%).

A tabela a seguir mostra o IPCA para Brasil e áreas pesquisadas, no mês e acumulado nos 12 meses encerrados em janeiro de 2019.

Alimentos (0,66%) e transportes (0,86%) se mantêm como principais pressões inflacionárias da RM Salvador, em janeiro

Dentre os nove grupos de produtos e serviços que compõem o IPCA, oito apresentaram altas em janeiro, na Região Metropolitana de Salvador. Apenas Vestuário (-1,41%) teve deflação no mês, refletindo as liquidações de verão.

Após terem encerrado o ano de 2018 como as principais pressões inflacionárias da RMS, os grupos Alimentação e bebidas (0,66%) e Transportes (0,86%) iniciaram 2019 exercendo mais uma vez as principais contribuições para o IPCA local.

Em janeiro, houve aumentos tanto para os alimentos consumidos no próprio domicílio (0,66%) quanto na alimentação fora de casa (0,66%). No primeiro caso, os destaques ficaram por conta de itens importantes no dia a dia, como o feijão carioca, que teve forte aumento de 24,13% no mês, a banana-prata (13,52%), o pão francês (2,48%) e a cebola (8,13%), entre outros. No caso da alimentação fora, os lanches (1,18%) e as refeições, como almoço e jantar (0,39%), foram os principais impactos.

Já entre as despesas com transporte, as contribuições mais importantes vieram da gasolina (1,50%), do etanol (4,56%) e dos automóveis novos (1,19%).

Outra despesa que pesou na inflação de janeiro, na RM Salvador, foi o condomínio, que teve aumento de 2,63% e ajudou a puxar para cima o grupo Habitação (0,31%), apesar das quedas da energia elétrica (-0,23%) e do gás de botijão (-1,33%).

Na Região Metropolitana de Salvador, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação das famílias com menores rendimentos, ficou em 0,23% em janeiro, bem abaixo do 0,63% registrado em dezembro e menor também que o índice registrado em janeiro de 2018 (0,28%). Ficou ainda abaixo da média nacional (0,36%).

No acumulado nos 12 meses terminados em janeiro, o INPC foi de 3,66% na RM Salvador, acima da média nacional (3,57%), mas mostrando uma ligeira desaceleração em relação aos 3,70% registrados nos 12 meses encerrados em dezembro.


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