
O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira (12/03/2019) que o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, está mantido no cargo. Segundo Bolsonaro, os problemas na pasta estão solucionados.
“Teve um probleminha só com o primeiro homem dele, mas está tudo resolvido”, afirmou o presidente, sem fazer referência a nome específico. O presidente brincou que, com cinco filhos, tem problemas “de vez em quando, imagine com 22 ministros”. A declaração foi dada enquanto Bolsonaro aguardava a chegada do presidente do Paraguai, Mário Abdo Benítez, para um almoço no Palácio do Itamaraty. Foi a segunda visita oficial de um chefe de Estado desde que Bolsonaro assumiu o poder.
O Ministério da Educação passa por uma reformulação interna nos últimos dias. Ontem (11), foram exonerados seis funcionários comissionados. As demissões foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da União. Dentre elas, as do secretário-executivo adjunto, Eduardo Miranda Freire de Melo; do assessor especial Silvio Grimaldo de Camargo; e do chefe de gabinete, Tiago Tondinelli.
Em nota, o MEC afirmou que trata-se de uma reorganização do ministério e que as mudanças não vão reduzir as intenções de apurar e combater os indícios de corrupção na pasta ou frear o andamento da “Lava Jato da Educação”.
Sobre a situação do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, suspeito de envolvimento no direcionamento de verbas de campanha a candidaturas laranjas, o presidente afirmou: “Estou aguardando primeiro o relatório da investigação”.
Ministro da Educação substitui secretário executivo da pasta
O ministro da Educação, Ricardo Vélez, anunciou no início da noite de hoje (12/03/2019), pelo Twitter, a substituição de Luís Antônio Tozi, que ocupava o cargo de secretário Executivo da pasta, por Rubens Barreto da Silva, que ocupava o cargo de secretário Executivo Adjunto do Ministério da Educação.
“Dando sequência às mudanças necessárias, agradecemos a Luís Antônio Tozi pelo empenho de suas funções no MEC”, disse o ministro na rede social.
O anúncio da demissão ocorre após a exoneração, ontem (11), de seis funcionários comissionados da pasta. Nesta terça-feira, o ministro reuniu-se pelo terceiro dia consecutivo com o presidente Jair Bolsonaro.









