FMI reduz previsão de crescimento da economia brasileira; Política do Governo Bolsonaro produz retrocesso econômico

O FMI rebaixou a projeção de crescimento da economia do Brasil para 2019 de 2,5% para 2,1%, principalmente por causa do desequilíbrio fiscal.
O FMI rebaixou a projeção de crescimento da economia do Brasil para 2019 de 2,5% para 2,1%, principalmente por causa do desequilíbrio fiscal.
O FMI rebaixou a projeção de crescimento da economia do Brasil para 2019 de 2,5% para 2,1%, principalmente por causa do desequilíbrio fiscal.
O FMI rebaixou a projeção de crescimento da economia do Brasil para 2019 de 2,5% para 2,1%, principalmente por causa do desequilíbrio fiscal.

Fundo afirma que conter aumento da dívida pública é prioridade e que reforma da Previdência deve ser feita. Prognóstico para economia mundial também é reduzido em meio à guerra comercial entre EUA e China.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) rebaixou nesta terça-feira (09/04/2019) sua projeção de crescimento da economia do Brasil para 2019 de 2,5% para 2,1%, principalmente por causa do desequilíbrio fiscal.

Porém, o FMI melhorou sua previsão para 2020, que passou de 2,2% no relatório de janeiro para 2,5% no relatório atual, o Perspectivas Econômicas Mundiais.

“No Brasil, a principal prioridade é conter o aumento da dívida pública, enquanto se assegura que o gasto social necessário permaneça intacto”, escreveram os especialistas do Fundo em sua análise.

Para o FMI, a polêmica lei do teto de gastos, introduzida no governo do ex-presidente Michel Temer, é um passo na direção correta para o equilíbrio fiscal. O órgão instou o governo brasileiro a promover reformas nos gastos com funcionários públicos e na Previdência e, ao mesmo tempo, “proteger programas sociais vitais para os vulneráveis”.

A instituição comandada pela economista francesa Christine Lagarde recomendou ainda às autoridades brasileiras que elevem os esforços para melhorar a infraestrutura e a “eficiência da intermediação financeira” para impulsionar as perspectivas de crescimento de médio prazo.

Perspectiva global

O FMI rebaixou mais uma vez sua previsão de crescimento da economia global, para 3,3% em 2019, ou 0,2 ponto percentual menos que em janeiro e 0,4 menos que em outubro passado, devido às tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China, a uma queda na confiança dos empresários, à piora de condições financeiras e à insegurança política em muitos países.

Em janeiro, o FMI já havia rebaixado sua previsão para 2019, também em 0,2 ponto percentual. A previsão para 2020 é de crescimento de 3,6% e permanece inalterada.

A previsão mundial é fortemente influenciada pelo desempenho da economia dos Estados Unidos, que deverá crescer 2,3% em 2019, ou 0,2 ponto percentual menos do que o previsto três meses atrás.

Já o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro crescerá 1,3%, frente à alta de 1,8% em 2018, segundo as previsões do FMI, que em janeiro esperava uma alta de 1,6% para 2019.

A queda se explica pela situação econômica de dois pesos pesados da região: a Alemanha, cujo crescimento deve desacelerar para 0,8%, e a Itália, para 0,1%, ambos 0,5 ponto percentual menos que na previsão de janeiro.

A França (previsão de alta do PIB de 1,3% em 2019, ou 0,2 ponto a menos que em janeiro) se viu afetada pelo movimento dos “coletes amarelos”, que perturbaram sua economia no fim de 2018.

A economia da China continuará seu ritmo de progressiva moderação com um crescimento de 6,3% em 2019 e de 6,1% em 2020, causados pelo “necessário ajuste” para controlar a dívida e os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos. Em 2018, a segunda maior economia do mundo cresceu 6,6%.

*Com informações do DW.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.