Governo de Jair Bolsonaro adota política antiecológica, afirma Le Monde

Ricardo Aquino Salles, ministro do Meio Ambiente do Governo Bolsonaro, diz que não conhecia a Amazônia até fevereiro, é criticado por sua ação desde que assumiu o cargo. 
Ricardo Aquino Salles, ministro do Meio Ambiente do Governo Bolsonaro, diz que não conhecia a Amazônia até fevereiro de 2019, é criticado por ações negativas desde que assumiu o cargo.
Ricardo Aquino Salles, ministro do Meio Ambiente do Governo Bolsonaro, diz que não conhecia a Amazônia até fevereiro, é criticado por sua ação desde que assumiu o cargo. 
Ricardo Aquino Salles, ministro do Meio Ambiente do Governo Bolsonaro, diz que não conhecia a Amazônia até fevereiro de 2019, é criticado por ações negativas desde que assumiu o cargo.

O jornal Le Monde que chegou às bancas na tarde desta quinta-feira (02/05/2019) traz uma reportagem de página inteira sobre a atual política ambiental do Brasil. A correspondente do vespertino em São Paulo relata as medidas tomadas pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, criticadas pelos ecologistas.

“Soldado fiel de Jair Bolsonaro, com quem compartilha a obsessão de um ‘marxismo cultural’ que teria se infiltrado no país, o ministro desmantela, uma a uma, as organizações públicas encarregadas da preservação do meio ambiente com o objetivo de eliminar o que ela chama de ‘nichos socialistas’”, escreve a correspondente Claire Gatinois. Ela conta como ele demitiu praticamente toda a direção do Instituto Chico Mendes, que foi substituída por ex-policiais militares, ou ainda como se livrou dos responsáveis pelo Ibama, instituição que teve um quarto de seu orçamento cortado.

O texto continua listando algumas das medidas do ministro. A jornalista relata a assinatura, junto com o colega da Agricultura, de um projeto de lei que facilita a concessão de alvarás de exploração de terrenos, driblando algumas barreiras ambientais, ou ainda a diminuição das multas por crimes ecológicos. Salles, que “colocou os pés na Amazônia pela primeira vez em fevereiro, pretende promover a ‘integração’ dos índios abrindo os territórios indígenas para a exploração de minério”, continua a correspondente, lembrando que esse já era um discurso em voga no Brasil durante a ditadura militar, período que terminou com “o massacre de 8 mil índios”.

“Apelidado de ‘ministro das empresas de minério’, Ricardo Salles pode contar com o apoio dos lobbies do agronegócio e da indústria de minério influentes no Congresso”, prossegue o texto. “Mas atacar o meio ambiente em um país que abriga a Amazônia, terras indígenas internacionalmente conhecidas e uma das maiores biodiversidades do mundo é algo ousado”, avalia a correspondente.

A reportagem traz ainda uma entrevista da ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que analisa a ação de Salles. “O Brasil implementou uma das melhores legislações ambientais da América Latina. Esse governo desmantelou tudo de forma dramática, com consequências ecológicas, mas também sociais e econômicas”, opina a ex-presidenciável nas páginas do Le Monde.

*Com informações da RFI.


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