
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes disse nesta segunda-feira (17/06/2019) que ainda não é possível avaliar mensagens vazadas com diálogos supostamente mantidos entre membros da força-tarefa da operação Lava Jato. “Para isso, nós dependemos, primeiro, que todo o material seja divulgado. Segundo, que sejam atestadas a autenticidade e a veracidade desse material. Quando se coloca a conta-gotas não é possível ter uma visão de conjunto, nem da veracidade, nem da autenticidade”, disse após participar de um evento promovido pelo Grupo Bandeirantes.
Desde a semana passada, o site The Intercept tem divulgado trechos de mensagens atribuídas a Moro e a procuradores da Lava Jato. De acordo com o site, os diálogos apontam para uma “colaboração proibida” entre o então juiz federal responsável por julgar processos decorrentes da operação em Curitiba e os procuradores, a quem cabe acusar os suspeitos de integrar o esquema de corrupção.
Para Moraes, as informações foram obtidas de forma criminosa, apesar de destacar que o material tem interesse “jornalístico” e “público”. “As invasões que ocorreram nos telefones de agentes públicos são criminosas. Falo com absoluta tranquilidade que vazamentos, fake news, falsidade em notícias divulgadas é questão de polícia. Esses hackers que, eventualmente, invadiram devem ser alcançados, punidos e presos”, acrescentou o ministro ao falar sobre os vazamentos.
O ministro também defendeu a importância da Operação Lava Jato para o combate à corrupção: “É uma operação séria, conduzida dentro do devido processo legal. É uma realidade que realmente mudou o combate à corrupção no Brasil”.
Distopia jurídica
Observa-se que Alexandre de Moraes, enquanto ministro do STF, apresenta visão diatópica e seletiva de justiça, e aprofunda descrença da sociedade nas instituições. Justiça para os amigos é uma, para os inimigos e desconhecidos é outra. Posicionamento do juiz evidencia parcialidade e despudor ético.
Evidencias de que e ex-membro do Poder Judiciário e membros da força-tarefa do Caso Lava Jato se associaram criminosamente devem ser investigadas de forma independente e com os envolvidos afastados das funções.
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